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Esporte O Corinthians é o clube com mais dívidas registradas em cartório entre os 12 maiores times brasileiros. O Grêmio ocupa o segundo lugar, e o Inter, o quinto

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A candidatura marroquina foi derrotada em sua quinta tentativa de organizar o Mundial. (Foto: Divulgação)

Campeão paulista e brasileiro em 2017, o Corinthians encerrou o ano com outro “título”. Este, mais desagradável: o de clube com mais dívidas registradas em cartório entre as 12 maiores agremiações do Brasil, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo.

No total, até o último dia de 2017, o time tinha 53 protestos registrados, que juntos alcançavam R$ 799.967,24. Somadas as multas a serem pagas para o cancelamento de cada título e eventuais correções monetárias, o valor total poderia chegar a quase R$ 1 milhão.

O Grêmio vem em segundo lugar, com 47 protestos, seguido pelo São Paulo, com 31 registros. Botafogo, com 26 protestos; Internacional, com 23; Vasco, com 18; Flamengo, com 11; Fluminense, com 8; e Santos, com apenas um, completam a lista. Não foram encontradas dívidas registradas em nome de Palmeiras, Atlético-MG e Cruzeiro.

Em valores totais, o Corinthians ocupa a segunda posição. Por esse critério, o Fluminense é o primeiro na lista de devedores, com cerca de R$ 1,49 milhão em dívidas. Cada protesto representa um registro feito por um portador de um título comercial que não teve efetuado seu pagamento dentro do prazo, buscando assim garantir o recebimento do montante por processos judiciais. A ação leva o inadimplente aos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC.

A pesquisa foi feita junto ao IEPTB (Instituto de Protesto de Títulos do Brasil) e em tabelionatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O jornal Folha de S.Paulo levantou as dívidas dos clubes com fornecedores dos mais variados tipos, como dos setores de construção, limpeza, alimentício, decoração e hoteleiro.

Um dos protestos contra o Corinthians é da empresa DM Serralheria, com sede em São Paulo. A dívida de R$ 15.168,02 foi emitida em 3 de outubro de 2017, no 6º Tabelião de Protesto de Letras e Títulos de São Paulo, e teve vencimento 15 dias depois.

Existem fornecedores com protestos de valores maiores. A Embrase Serviços Gerais cobra R$ 319.673,90 do clube por débitos que deveriam ter sido quitados entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017 por serviços de limpeza. Além de pagar a dívida para limpar seu nome nos cartórios, o clube também precisa arcar com um valor para cancelar os títulos junto aos respectivos tabelionatos. No caso dos protestos registrados pela Embrase, por exemplo, o Corinthians precisaria pagar R$ 11.833,16 em multas para retirar os sete débitos da empresa das certidões.

Outros endividados 

Vinte e nove dos 31 registros de protestos contra o São Paulo foram da mesma empresa, a Íntegra Construções, em valores que variam entre R$ 640,81 e R$ 25.948,97. No total, são R$ 125.428,28 em dívidas registradas. Segundo apurou a reportagem, o valor está depositado em juízo.

Os outros dois protestos em nome do time tricolor são do Procon, nos valores de R$ 65.493,33 e R$ 48.790,73, registrados em setembro e novembro de 2017. O órgão já multou o São Paulo anteriormente por conta de falhas na sinalização e pontos de acesso em jogos no Morumbi.

Entre os 47 protestos contra o Grêmio, o segundo com mais dívidas registradas, estão quatro da Transrio Caminhões e Ônibus, nos valores de R$ 1.470,50, R$ 1.158,02, R$ 155 e R$ 284,04. A maioria data de 2014. Os mais recentes foram registrados em julho de 2017, feitos pela Oldoni Sports, empresa de malhas.

No total, são R$ 5.846,87 em dívidas. Segundo a empresa, os débitos são referentes a produtos da linha retrô vendidos na loja oficial do clube. A fornecedora afirma que eventualmente o clube fica sem pagar alguns títulos, mas que depois de um tempo o pagamento costuma ser efetuado.

A Higiton, especializada no comércio de produtos de higiene, também registrou dívida do clube tricolor, no valor de R$ 1.871,03, datada de junho de 2016. A Banmed Distribuidora de Produtos Hospitalares cobra oito dívidas de R$ 5.175 cada, totalizando uma cobrança de R$ 41,4 mil.

Entre os protestos contra o Inter estão o de uma empresa que faz serviços de desentupir privadas e dedetizar ambientes contra insetos e de uma empresa de embalagens.

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