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Brasil O Ministro das Comunicações não descarta a privatização dos Correios

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"Não há caminho", declarou Kassab (Foto: André Coelho/AG)

O ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (28), no Palácio do Planato, que os Correios correm “contra o relógio” para evitar a privatização.

Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada. “Não há caminho”, declarou.

O ministro se diz contrário à privalização e afirma que o governo está fazendo “todo o esforço” para evitar. “É uma constatação difícil. Sou contra a privatização, mas não há caminho”, declarou.

De acordo com Kassab, a situação da empresa é resultado de “má gestão”. “Má gestão é loteamento, corrupção, não encontrar receitas adicionais, não cortar para manter equilíbrio. A empresa corre contra o relógio”, declarou.

Kassab deu as declarações depois de participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de sanção da Lei de Revisão do Marco Regulatório da Radiodifusão.

Em 10 de fevereiro, durante entrevista, Kassab descartou qualquer venda de participação nos Correios durante o atual governo, mas disse que “no futuro, com certeza, vai ter participação de capital privado”.

Na ocasião, ele afirmou que os Correios iriam reverter os sucessivos prejuízos registrados em 2015 e 2016.

Demissões

Com prejuízo de quase R$ 500 milhões nos dois primeiros meses do ano e depois de frustrar-se com o baixo número de adesões ao plano de desligamentos voluntários aberto em janeiro, a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) avalia uma medida radical para fechar o rombo em seus cofres, que desperta a ira dos sindicatos de trabalhadores: uma forma de driblar a estabilidade dos empregados e fazer demissões motivadas, com o objetivo de reduzir o quadro de pessoal.

Estimativas preliminares indicam a necessidade de enxugamento de 20 mil a 25 mil funcionários para equilibrar as despesas operacionais e dar sustentabilidade aos Correios. Caso a medida realmente vá adiante, seria um precedente importante para outras estatais em crise, ao relativizar a estabilidade de trabalhadores que ingressaram por meio de concurso. Hoje eles só podem sair voluntariamente ou por justa causa, mediante a abertura de processo disciplinar.

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