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Economia Corte na taxa Selic em janeiro fica ainda mais distante com o desemprego no País na mínima histórica

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A Selic é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O mercado de trabalho brasileiro deu mais um sinal de que não deve enfraquecer tão cedo com os resultados da Pnad Contínua de novembro, que mostrou uma taxa de desemprego em um novo patamar mínimo da série histórica iniciada em 2012. Sem indícios de um arrefecimento claro da atividade, o mercado praticamente excluiu a possibilidade de que o início dos cortes da taxa Selic ocorra já na reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Conforme mostra a precificação da curva de juros futuros, o mercado embute apenas 7 pontos-base de corte para a reunião de janeiro do Copom – o que, na prática, indica uma expectativa bastante baixa de que isso ocorra. Caso sejam consideradas apenas a possibilidade de manutenção dos juros e a de um corte de 0,25 ponto percentual, o mercado precifica, no momento, 28% de chance de uma redução e 72% de probabilidade de a Selic seguir em 15% no mês que vem.

Para a decisão de março do colegiado, os investidores precificam um corte conservador da Selic, de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa básica do atual nível de 15% para 14,75%.

A Pnad surpreendeu ao registrar um novo recuo do desemprego, de 5,4% para 5,2%, quando a expectativa dos economistas do mercado era de estabilidade do indicador. Além disso, o rendimento médio e a massa de rendimentos dos trabalhadores atingiram recordes no trimestre encerrado no mês passado.

Os dados, em tese, reduzem ainda mais a urgência em iniciar o ciclo de cortes por parte do Banco Central, que tem se mostrado mais conservador e desconfortável com as expectativas de inflação desancoradas em relação ao centro da meta de 3%. Desde a decisão do Copom do último dia 10, os investidores têm reavaliado a chance de que a Selic caia já no mês que vem, movimento que se intensificou hoje após a Pnad.

Além da curva de juros futuros, isso pode ser observado por meio do mercado de opções digitais de Copom. A chance de que a Selic se mantenha em 15% após a primeira reunião do colegiado em 2026 sobe de 65% para 71% hoje, ao passo em que a expectativa por juros estáveis em março cresce de 27% para 31%. As informações são do jornal Valor Econômico.

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