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Por Redação O Sul | 27 de julho de 2018
Citado como opção para ser o vice de Jair Bolsonaro (PSL) na campanha à Presidência da República, o astronauta Marcos Pontes tornou-se alvo de críticas entre militares. Ele é tratado com desdém por ala das Forças que o acusa de, depois de chegar à Nasa com investimento federal, ter deixado a Aeronáutica para atuar na iniciativa privada, conforme revelou a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.
Entretanto, dirigentes do PSL ainda apostam no nome do deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) para o posto. Avaliam que, entre os cotados, ele é o que mais agrega votos à chapa presidencial.
Marcos Pontes disse em vídeo publicado em perfis de suas redes sociais que aceitaria ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), caso seja convidado.
Pontes, que está em Portugal e também é filiado ao PSL, fez o vídeo após conversar com o líder do PSL na Câmara dos Deputados, Major Olimpio (SP), que é pré-candidato ao Senado pelo partido.
“De repente eu vi essa notícia que, de repente, eu posso até ser considerado para o cargo de vice-presidente da República, eu fiquei extremamente honrado com isso, logicamente. É só uma possibilidade, existem várias pessoas no grupo extremamente qualificadas”, disse Pontes.
“Se eu for escolhido, excelente, está aceito, eu vou ajudar no que for necessário. Se não, eu vou torcer muito e ajudar de qualquer forma para que a gente tenha um país melhor.”
Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, vem encontrando dificuldades para encontrar um companheiro de chapa na eleição presidencial de outubro. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode ficar impedido de entrar na disputa pela Lei da Ficha Limpa.
Inicialmente, Bolsonaro cortejava o senador Magno Malta (PR-ES), mas o parlamentar disse que pretende concorrer à reeleição para o Senado e seu partido, integrante do blocão, fechou com o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.
Bolsonaro partiu então à procura de um novo nome, e o candidato chegou perto de anunciar o general da reserva do Exército Augusto Heleno, do PRP, como seu companheiro de chapa. Mas a cúpula do PRP considerou melhor investir em sua bancada federal e não embarcar na empreitada.
Outro nome cogitado foi o da advogada Janaína Paschoal que ficou nacionalmente conhecida por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
O “plano C” teria sido abandonado após discurso da advogada em tom moderado na convenção do partido levarem pessoas próximas a Bolsonaro a aconselharem a escolha de outro quadro.
Também militar da reserva, Pontes foi cogitado por Bolsonaro para ser seu ministro de Ciência e Tecnologia.
Ele passou 10 dias no espaço em 2006, sendo oito deles na Estação Espacial Internacional, a serviço da Agência Espacial Brasileira (AEB), em um acordo com a Rússia que teve um custo de 10 milhões de reais ao governo brasileiro.
Após sua ida para a reserva da Aeronáutica, depois da missão na estação, Pontes passou a dar palestras. Ele afirma que sua ida para a reserva foi uma decisão tomada pelo Comando da Força Aérea “por conta de questões administrativas”.