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Saúde Covid-19: Pfizer entrega ao Brasil mais de 4 milhões de doses da vacina em dois voos

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Lotes fazem parte da nova série de entregas da companhia, que prevê o envio de 10 milhões de imunizantes ao país até este domingo (17). (Foto: Reprodução)

A farmacêutica americana Pfizer entregou ao Brasil, neste sábado (16), mais 4,5 milhões de doses da vacina contra Covid-19, divididas em dois voos. O primeiro avião chegou ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), às 4h50, com 3.194.100 imunizantes. Outras 1.333.800 doses desembarcaram no mesmo aeroporto às 6h50.

Os lotes fazem parte do novo cronograma da companhia nesta semana, que prevê o envio de 10 milhões de imunizantes ao país até este domingo (17). As outras entregas foram feitas na quinta (14) e sexta (15).

Estas remessas integram o segundo acordo entre Pfizer e governo federal, assinado em 14 de maio, que prevê mais 100 milhões de vacinas entre outubro e dezembro. O primeiro lote deste contrato chegou ao Brasil no dia 9 de outubro, com 1.989.000 doses.

Todos os voos desta série de entregas saem da Europa com destino ao Brasil. Os imunizantes são descarregados em Viracopos e enviados para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), sob escolta da Polícia Federal (PF).

Primeiro contrato

A farmacêutica americana encerrou a entrega das 100 milhões de doses previstas no primeiro contrato no dia 5 de outubro. O envio da última remessa do primeiro acordo ocorreu com atraso, após o voo com 1,1 milhão de imunizantes ser remanejado por “questões logísticas”.

A Pfizer utilizou o Aeroporto de Viracopos para todas as entregas ao Brasil até agora. A primeira remessa geral teve 1 milhão de doses e foi recebida pelo País em 29 de abril, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Segundo a Pfizer, as doses enviadas ao Brasil são produzidas em duas fábricas nos Estados Unidos — Kalamazoo e McPherson — e uma fábrica na Europa — Purrs, na Bélgica.

Ainda no terminal de Viracopos, equipes da Receita desenvolveram um processo chamado “desembaraço sobre nuvens”, que permite a antecipação da conferência e liberação da carga. O processo entre a abertura da porta de carga do avião e liberação do caminhão ocorre em até 20 minutos.

Após a liberação em Viracopos, equipes escoltam o transporte rodoviário das doses até o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).

Histórico

A vacina da Pfizer/BioNTech chegou a ser alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal. Ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde.

Também em dezembro de 2020, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas.

A vacina foi a primeira a obter registro sanitário definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em fevereiro deste ano.

O imunizante pode ser aplicado em pessoas a partir de 12 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas. A vacina é a única que pode ser aplicadas em menores de 18 anos no Brasil.

Inicialmente a autorização da Anvisa permitia o uso a partir de 16 anos. Mas o órgão autorizou a mudança na bula da vacina no país. Entretanto, ainda não há perspectivas de vacinação dessa faixa etária no Brasil.

A ampliação da idade em adolescentes foi aprovada depois de a Pfizer apresentar estudos que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência.

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