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Política CPI da Covid: diretora de empresa de medicamentos nega proposta de 10 dólares por dose da vacina Covaxin

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"Não existem ilegalidades, não existem irregularidades", declarou Emanuela Medrades à CPI

Foto: Pedro França/Agência Senado
"Não existem ilegalidades, não existem irregularidades", declarou Emanuela Medrades à CPI. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, negou em depoimento à CPI da Covid, nesta quarta-feira (14), que a empresa tenha ofertado doses da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde por US$ 10 a dose, em novembro de 2020.

Emanuela foi questionada pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a escalada de preços da vacina indiana ao longo da negociação. Documento enviado pelo ministério à CPI mostra que, em reunião no dia 20 de novembro, a Covaxin foi oferecida por US$ 10 a dose.

A diretora negou, diversas vezes, que essa proposta tenha sido feita. “Não houve nenhuma oferta por U$$ 10 a dose”, afirmou. No contrato assinado em fevereiro e intermediado pela Precisa, o Ministério da Saúde concordou em pagar US$ 15 por dose da Covaxin. As doses nunca foram entregues, nada foi pago, e o contrato foi suspenso em junho após denúncias de irregularidades nessa contratação.

“Essa memória de reunião foi unilateral, confeccionada pelo Ministério da Saúde, e que nós, parte da reunião, não tivemos oportunidade de ler, assinar ou validar o que estava escrito. Posso garantir que não houve nenhuma oferta de US$ 10 por dose e nós, o tempo todo, tentamos que esse produto fosse mais barato para o Brasil”, declarou Emanuela.

“A memória de reunião é mentirosa?”, questionou Calheiros. “Sim, senador, é mentirosa”, afirmou Emanuela. Em respostas posteriores, ela passou a chamar a memória da reunião de “equivocada”.

A Covaxin foi o imunizante mais caro negociado pelo governo até agora. A Precisa é a representante do laboratório indiano Bharat Biotech no Brasil.

Segundo Emanuela, não houve outra proposta além da enviada para o Ministério da Saúde para a venda por US$ 15. “Existia a expectativa de que o valor da vacina chegasse a US$ 10. Não sei por que colocaram que custava US$ 10, porque não foi ofertado este valor. Nem a Precisa nem a Bharat”, disse a diretora.

“A política de precificação é da Bharat Biotech, a Precisa não atua na precificação. O que nós tentamos foi o tempo todo tentar reduzir esse custo. Tenho registros por e-mail, nós temos reunião”, afirmou.

“Não existem ilegalidades, não existem irregularidades”, enfatizou a diretora. “Faço questão de falar tudo”, acrescentou.

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6 Comentários
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César Alexandre Jardim Marques
14 de julho de 2021 18:52

Ela também falou que a Bharat Biotech, queria U$$ 18,00 por dose. Que o Ministério da Saùde juntamente com a Precisa, conseguiram diminuir o valor para U$$ 15,00. E que em momento nenhum o valor foi de U$$ 10,00. O Deputado MIranda tem um caminho de retorno a CPI ou um Processo Investigatório na PF.

Newton Soes
14 de julho de 2021 19:04

Emanuela cagando na cabeça dos senadores 😂😂😂😂

Macporto Edyeh
14 de julho de 2021 19:53

Que vergonha essa senhora! Apesar de mostrarem um VIDEO dela falando que MANDOU as invoices em 18.03,2021, ela negou que tivesse enviado em 18.03.2021. Mesmo sendo mostrados os VIDEOS onde mais uma vergonha gaucha que atende por onyx e do sr, elcio franco dizerem que as invoices foram enviadas em 19.03, os irmãos Miranda em 18.03, ela teve a cara de pau de dizer QUE TODOS ESTAVAM ERRADOS!!

Macporto Edyeh
14 de julho de 2021 19:58

Apesar de ter uma “memória de reunião”, no meu tempo toda reunião tinha ATA, mas esses são tempos estranhos de um desgoverno mais que incompetente, ela disse quando perguntada: então foi mentirosa a informação constante na memória da reunião quanto ao valor de $ 10,00? SIM Vejam, 15 pessoas estavam na reunião, não teve ata? ninguém assinou nenhum documento registrando os fatos ocorridos, mesmo sendo participante o secretário executivo do ministério da saúde??

Macporto Edyeh
14 de julho de 2021 20:06

Ela disse não saber a diferença entre o tributos pagos ao governo brasileiro entre o pagamento a uma empresa do Brasil e uma empresa em Cingapura por “não ser especialista” !! Note-se ,que o valor do contrato era R$ 1.614.000.000,00 Considerando o valor básico de tributação no Brasil seriam R$ 548.760.000,00 e em Cingapura seria ZERO!!! ZERO!!! Precisa ser especialista para entender porque a alteração do recebedor passou de Precisa Ltda para uma empresa em Cingapura??? Mesmo alterando parte essencial do contrato e SEM aditivo contratual????

Macporto Edyeh
14 de julho de 2021 20:15

Vejam, a “explicação” ou “justificativa” para a existência da Precisa na intermediação da compra das vacinas é a existência de empresa com cnpj para a compra. Então essa pessoa quer que acreditemos que não seria melhor e mais barato para a fabricante abrir uma filial ou uma empresa controlada pela fabricante do que uma empresa ganhar R$ 500.000.000,00 de “comissão de venda” ??? Por favor, nossos senadores são muito despreparados e muito mal assessorados, mas nem todos brasileiros são tão mal informados!! Os senadores não saberem o que é uma invoice já é uma abssurdo, agora não conseguirem saber depois… Leia mais »

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