Terça-feira, 07 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de agosto de 2021
Contrato bilionário para a compra de 20 milhões de doses do imunizante indiano pelo governo Bolsonaro foi encerrado após indícios de irregularidades
Foto: Leopoldo Silva/Agência SenadoA CPI da Covid ouve nesta quarta-feira (18) o advogado Túlio Silveira, representante da empresa Precisa Medicamentos nas negociações para a aquisição, pelo governo federal, da vacina indiana Covaxin.
Inicialmente, a CPI faria nesta quarta uma acareação para confrontar versões do ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e do deputado Luis Miranda (DEM-DF), sobre documentos do caso Covaxin. Entretanto, a medida foi cancelada após a cúpula da CPI julgar que a acareação não seria produtiva. No lugar, foi colocado o depoimento de Túlio Silveira.
A Precisa atuou como uma intermediária entre a fabricante Bharat Biotech e o Ministério da Saúde, mas nunca divulgou o valor que arrecadaria na função de representante brasileira na venda do imunizante.
O contrato de compra da Covaxin, cujo valor total era de R$ 1,6 bilhão para custear 20 milhões de doses, foi encerrado após uma série de denúncias de irregularidades e a constatação de fraude nas documentações enviadas pela Precisa.
O advogado teria sido um dos responsáveis por negociar o imunizante com o Ministério da Saúde. A CPI da Covid já obteve a quebra de sigilo telefônico dele, além de e-mails enviados por Silveira durante as tratativas.
A defesa de Túlio Silveira tentou evitar o depoimento à CPI. Em habeas corpus apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal), os defensores de Silveira ressaltaram que “é público e notório” que o representante da Precisa também está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal em razão do contrato firmado entre a Precisa e o Ministério da Saúde.
O STF negou o pedido de não comparecimento, mas garantiu a Silveira o direito de permanecer em silêncio diante de fatos que possam incriminá-lo.
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