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CPI da Covid ouve advogado que representou a Precisa Medicamentos no caso Covaxin

Ex-funcionário Walter Correa ajudou na construção de dossiê com denúncias contra plano de saúde. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A CPI da Covid ouve nesta quarta-feira (18) o advogado Túlio Silveira, representante da empresa Precisa Medicamentos nas negociações para a aquisição, pelo governo federal, da vacina indiana Covaxin.

Inicialmente, a CPI faria nesta quarta uma acareação para confrontar versões do ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e do deputado Luis Miranda (DEM-DF), sobre documentos do caso Covaxin. Entretanto, a medida foi cancelada após a cúpula da CPI julgar que a acareação não seria produtiva. No lugar, foi colocado o depoimento de Túlio Silveira.

A Precisa atuou como uma intermediária entre a fabricante Bharat Biotech e o Ministério da Saúde, mas nunca divulgou o valor que arrecadaria na função de representante brasileira na venda do imunizante.

O contrato de compra da Covaxin, cujo valor total era de R$ 1,6 bilhão para custear 20 milhões de doses, foi encerrado após uma série de denúncias de irregularidades e a constatação de fraude nas documentações enviadas pela Precisa.

O advogado teria sido um dos responsáveis por negociar o imunizante com o Ministério da Saúde. A CPI da Covid já obteve a quebra de sigilo telefônico dele, além de e-mails enviados por Silveira durante as tratativas.

A defesa de Túlio Silveira tentou evitar o depoimento à CPI. Em habeas corpus apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal), os defensores de Silveira ressaltaram que “é público e notório” que o representante da Precisa também está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal em razão do contrato firmado entre a Precisa e o Ministério da Saúde.

O STF negou o pedido de não comparecimento, mas garantiu a Silveira o direito de permanecer em silêncio diante de fatos que possam incriminá-lo.

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