Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de julho de 2021
A CPI da Covid no Senado deve votar nesta terça-feira (6) a quebra de sigilo do líder do governo da Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). O deputado federal teria sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro como responsável por um suposto esquema de corrupção na aquisição da vacina indiana Covaxin, de acordo com o deputado Luis Miranda (DEM-DF). Na terça, os senadores também vão decidir se Miranda terá seu sigilo quebrado.
Miranda afirmou em depoimento à CPI que, ao denunciar um possível esquema no Ministério da Saúde ao presidente Jair Bolsonaro em março deste ano, ouviu do presidente que Ricardo Barros estaria por trás dos possíveis ilícitos.
A pauta da comissão na próxima terça-feira inclui também o depoimento da servidora Regina Célia Silva Oliveira, que foi apontada como indicada por Barros para seu cargo na Saúde. O pedido de quebra de sigilo de Barros foi feito pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
Os senadores querem avançar nas acusações de corrupção que envolvem a compra de vacinas pelo governo federal e que vieram a público nas últimas semanas.
Inicialmente, o deputado federal Luis Miranda, e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde, Luis Roberto Miranda, afirmaram em depoimento que denunciaram um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.
Posteriormente, um vendedor que se apresentou como representante da empresa Davati Medical Supply, dos Estados Unidos, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, afirmou que recebeu uma cobrança de propina do então diretor do departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.
Assim como o sigilo do deputado Ricardo Barros, os senadores da comissão vão votar a quebra de sigilo de Luis Miranda e de Dominguetti. Outro representante da Davati, Cristiano Alberto Hossri Carvalho, também poderá ser convocado para depor.
A pauta desta terça inclui uma série de requerimentos de transferência de sigilo e compartilhamento de informações. A maioria dos requerimentos é do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), relacionada ao depoimento do deputado estadual Fausto Junior (MDB-AM), que compareceu na última terça (29) à comissão. Fausto Junior falou dos trabalhos da CPI da Saúde ocorrida em 2020 na Assembleia Legislativa do Amazonas, e foi criticado por não ter pedido, no relatório final, o indiciamento do governador Wilson Lima.
São 18 requerimentos de transferência de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, entre eles os do próprio Fausto Junior e o de sua mãe, Yara Lins dos Santos, conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. Além disso, Aziz requereu das empresas aéreas Azul, Gol e Latam, os registros de voos de Fausto Junior e de seus familiares mais próximos nos dois últimos anos. Na reunião de terça-feira, Aziz alegou que tem condições de esclarecer por que Fausto Junior não quis indiciar o governador do Amazonas na CPI estadual.
Também estão na pauta desta terça-feira três requerimentos do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para utilizar na CPI da Covid informações obtidas pela CPMI das Fake News, instalada em 2019 e suspensa em março de 2020 devido à pandemia do novo coronavírus. Os requerimentos são os seguintes:
– compartilhamento de informações obtidas pela CPMI das Fake News em dados enviados pelo WhatsApp e pelo Facebook;
– cooperação e colaboração da equipe técnica da CPMI das Fake News, franqueando o acesso aos autos da investigação e materiais sigilosos daquela CPMI;
– cessão de dois agentes policiais civis, da Delegacia Especializada de Crimes Cibernéticos, para analisar a documentação obtida. As informações são do jornal O Globo e da Agência Senado.
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Será?
Calheiros o corrupto do sertão ? ta fora ?
O Partido PP
Atingiu De Cheio o Governo
Bolsonaro