Sexta-feira, 20 de março de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2026
Influenciadora é chamada para depor sobre supostas conversas com Alexandre de Moraes
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos DeputadosA CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado Federal marcou para a próxima quarta-feira (25), o depoimento da influenciadora e modelo Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Os senadores devem questioná-la sobre supostas conversas do banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O requerimento apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) justifica que foram revelados “diálogos mantidos entre o Sr. Daniel Vorcaro e a Sra. Martha Graeff, nos quais teriam sido mencionadas tratativas e comentários envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes”.
Nesse contexto, o senador afirma que “a oitiva da Sra. Martha Graeff mostra-se necessária para esclarecer o teor desses diálogos, o contexto em que ocorreram e eventuais fatos de seu conhecimento que possam contribuir para o avanço das investigações conduzidas por esta Comissão”.
Contexto das Investigações
A CPI entende que Graeff é “interlocutora frequente e destinatária de relatos feitos por Daniel Vorcaro ao longo de período relevante das apurações” de irregularidades cometidas pela instituição financeira.
Além da CPI do Crime Organizado, Graeff está convocada para comparecer no Congresso em oitiva na CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), na próxima segunda-feira (23). O depoimento também deve tratar dos contatos de Vorcaro com Alexandre de Moraes e outras figuras do “alto escalão do Poder Judiciário”, segundo o requerimento.
Defesa e Operação Compliance Zero
Recentemente, Graeff contratou uma assessoria e um advogado e faz questão de se desvincular do banqueiro, de quem diz ter se separado há meses. Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. A Polícia Federal diz que ele comanda uma organização criminosa, tinha “braço armado” e só poderia ser neutralizado com prisão. (Com informações de O Estado de S.Paulo)
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