Sábado, 22 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 13 de outubro de 2025
Alexandro Stefanutto foi afastado da autarquia durante a operação Sem Desconto da Polícia Federal.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosO depoimento do ex-presidente do INSS Alexandro Stefanutto na CPI do INSS começou de forma tumultuada nesta segunda-feira (13). Munido de um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe permitiu permanecer em silêncio, Stefanutto se recusou a responder as perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele se negou a dizer quando ingressou no serviço público, por exemplo, a primeira questão.
“Senhor presidente, deixo de responder a pergunta”, respondeu o ex-presidente do INSS. O relator riu.
A defesa então explicou o posicionamento. “A orientação é que há parlamentares, como o relator, que fez o prejulgamento”, disse o advogado Julio Cesar de Souza Lima. “Esses prejulgamentos, adjetivos jocosos apresentados pelo relator, a defesa interpreta que são inócuas qualquer resposta.”
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse que Stefanutto é obrigado a responder perguntas que não o incriminam.
Stefanutto decidiu manter a posição, mesmo após a pressão de integrantes da CPI. “No habeas corpus, o ministro Fux diz que quem define se a pergunta é incriminadora à testemunha ou não sou eu e o advogado. É um julgamento meu”, disse Stefanutto.
A sessão foi suspensa e Stefanutto convencido a responder as perguntas do relator e a se manter calado somente nos questionamentos que pudessem incriminá-lo. Mas o embate continuou nas perguntas seguintes, com mútuas trocas de farpas, e a sessão foi suspensa novamente.
“Estou aqui como testemunha, eu decido a minha resposta. Isso é uma audácia e, ao mesmo tempo, uma agressão aos meus direitos constitucionais”, disse Stefanutto ao relator, que insistia em refazer as perguntas.
“O senhor me respeita”, disse o relator.
Stefanutto foi afastado da autarquia pela Justiça, durante a operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF), que apontou descontos indevidos para entidades sindicais e associações, no fim de abril.
O nome de Stefanutto aparece no relatório da PF sob suspeita de recebimento de dinheiro desviado de aposentadoria e pensões. O esquema envolvia várias entidades sindicais com a com participação da cúpula do INSS e empresários. Stefanutto nega as acusações.
Relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), enviado à CPI, também aponta movimentação incompatível com a renda do ex-presidente do INSS.
Na sessão da CPI desta segunda-feira, também estava previsto o depoimento do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis, também afastado. Mas ele apresentou atestado médico e não compareceu para prestar esclarecimentos. Fidelis é acusado de ser um dos operadores do esquema junto com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o careca do INSS, que foi preso no mês passado.
Outro citado é o ex-procurador do INSS Vírgilio Antonio Ribeiro de Oliveira. Ele deverá prestar esclarecimentos à CPI nas próximas semanas.
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O PT está envolvido , a merda está chegando , coloca o ventilador..
Fora PT , fora Lula
Não entendo são os dedos na cara de deputados e senadores. Naquela palhaçada do COVID a gazela saltitante prendia todo mundo por cara feia, imagina dedo na cara
Desde 2019, quando o mito abriu as portas para a corrupção no inss…agora no governo Lula tudo sendo investigado. Parabéns ESTADISTA LULA
Pois é, e depois de 2023 as cobranças fraudulentas cresceram em 400% e todo os cumpanheiros envolvidos ficaram ricos.Assim é o PT e a corja de ladrões.Esta é a razão que o PimentNÃO
Esta é a razão pelo qual o Pimenta não quer engolir, mas vai.Sr. Vanderlei aproveite a 1a caravana que for para Venezuela e se apresente ao Maduro, como voluntário para defender a democracia do golpista.