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Política CPI do INSS pede indiciamento de agente da Polícia Federal: “Operador de blindagem e logística”

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Sede da Polícia Federal. Agente movimentou R$ 2,8 milhões em um ano. (Foto: Rafa Neddermeyer/ABr)

A CPI do INSS pediu nesta sexta-feira (27) o indiciamento do agente da Polícia Federal (PF) Philipe Roters Coutinho por quatro crimes: organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e violação de sigilo. O relatório diz que o agente foi “operador de blindagem e logística policial da organização criminosa” das fraudes do INSS.

De acordo com informações da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, Coutinho movimentou R$ 2,8 milhões em um ano, com transferências incompatíveis com seu patrimônio, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Procurados, o servidor e a PF não responderam.

Philipe Roters Coutinho “representa talvez o elemento mais simbólico do alcance da organização criminosa: ela havia cooptado um integrante da própria instituição responsável por investigá-la”, afirmou o relatório da CPI.

E completou: o agente da PF “subverteu a autoridade do seu cargo” e usou “sua função pública para conferir proteção, facilitar o trânsito de líderes do esquema e integrar a estrutura financeira do grupo” criminoso.

O pedido de indiciamento é a medida mais severa que uma CPI pode tomar ao fim do seu trabalho. Agora, a polícia decidirá se indicia os suspeitos e, em seguida, o Ministério Público pode denunciá-los à Justiça. Se a denúncia for aceita, um processo judicial é aberto contra o réu.

Agente foi flagrado com US$ 200 mil em operação

Uma operação policial em abril de 2025 apreendeu US$ 200 mil em dinheiro vivo com Coutinho. Segundo a corporação, no fim de 2024 o agente conduziu alvos da PF por uma área restrita no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde o servidor trabalhava.

A investigação apontou que ele usou uma viatura da PF para escoltar o empresário Danilo Trento e o então procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira. Trento e Virgílio também tiveram o indiciamento solicitado pela CPI. A PF apontou “ilegalidade” na conduta do agente.

“Revelou-se uma aparente engrenagem criminosa com ramificação na Polícia Federal, contando com a participação do agente Philipe Roters Coutinho”, disse a própria PF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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