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Política CPMI do INSS convoca o banqueiro Daniel Vorcaro para depor na quinta-feira

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Daniel Vorcaro chegou a ser preso durante a operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras. (Foto: Reprodução)

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi convocado para depor na comissão nesta quinta-feira (5). A convocação ocorre em meio ao avanço das investigações e ao aumento da pressão política para que personagens centrais do caso prestem esclarecimentos diretamente ao colegiado.

“Comunicamos ao Brasil que Daniel Vorcaro e Luiz Félix Cardamone Neto foram convocados para comparecer nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, perante a CPMI do INSS”, escreveu Viana em uma rede social, na última quarta-feira (28). Segundo o senador, a comissão busca garantir que os depoimentos sejam realizados e que os fatos investigados sejam detalhados publicamente, sob acompanhamento dos parlamentares.

Viana também afirmou que a CPMI pretende adotar providências para assegurar o comparecimento dos convocados e evitar que decisões judiciais provisórias impeçam o andamento dos trabalhos. “A CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que ninguém se esconda atrás de decisões provisórias e que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro”, completou o senador, reforçando a intenção do colegiado de manter a apuração em ritmo acelerado.

O presidente da comissão informou ainda que, no caso do empresário Maurício Camisotti, os parlamentares atuam para reverter um habeas corpus que garante a dispensa de comparecimento à CPMI. A avaliação de integrantes do colegiado é que a presença de Camisotti seria relevante para esclarecer pontos do esquema investigado, razão pela qual a comissão tenta derrubar a decisão que o desobrigou de comparecer.

Na última reunião de 2025, a CPMI aprovou a convocação de Vorcaro, além de medidas consideradas mais duras para aprofundar a investigação. O colegiado também aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o objetivo de rastrear movimentações financeiras, identificar conexões e mapear eventuais operações suspeitas relacionadas ao caso.

Na ocasião, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), declarou que Vorcaro deverá prestar esclarecimentos sobre operações do Banco Master envolvendo crédito consignado destinado a aposentados e pensionistas, uma das frentes investigadas no âmbito da CPMI. A expectativa é que o depoimento ajude a esclarecer a participação do banco e de seus dirigentes em operações questionadas por órgãos de controle.

Caso Master

Daniel Vorcaro chegou a ser preso durante a operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras atribuídas ao Banco Master. Dias depois, a prisão preventiva foi revogada, mas o banqueiro continua submetido a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições determinadas pela Justiça.

O caso do Banco Master se tornou o centro de um escândalo financeiro nacional e também de uma disputa institucional envolvendo diferentes órgãos. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição.

A liquidação foi decretada após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB), em uma operação estimada em R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.

A CPMI do INSS, por sua vez, apura um esquema de desvios em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o total desviado pode chegar a R$ 6,3 bilhões, o que amplia a repercussão política e social das investigações.

 

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