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Política CPMI do INSS mostra que “acordo” para blindar governo Lula e família Bolsonaro ruiu e que eleição de 2026 já começou

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A CPMI do INSS, que até pouco tempo era vista como uma investigação fadada ao esvaziamento, ganhou um fôlego explosivo. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O cenário de “blindagem tácita” que imperava em Brasília — um acordo informal de não agressão para evitar convocações e quebras de sigilo incômodas tanto para o governo Lula quanto para a família Bolsonaro — ruiu de vez. A CPMI do INSS, que até pouco tempo era vista como uma investigação fadada ao esvaziamento, ganhou um fôlego explosivo e se tornou o epicentro da antecipação da disputa eleitoral de 2026.

A derrota sofrida pelo Palácio do Planalto na quinta-feira (26) foi considerada gigantesca. A aprovação da convocação e da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expôs uma falha crítica na articulação da base. Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o episódio foi um “golpismo contumaz” da mesa diretora da CPMI.

A avaliação entre governistas é que, embora houvesse maioria numérica, o comando da comissão manobrou para favorecer a oposição. Para Randolfe, a mudança de tom é clara: “Acabou a CPI, começou a eleição”. Nos bastidores, a leitura é que o colegiado abandonou a investigação técnica para se converter em ferramenta de campanha política.

A virada no tabuleiro, contudo, começou no Judiciário. A entrada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na relatoria de casos ligados a fraudes no INSS e ao Banco Master (antes sob Dias Toffoli) sacudiu o Congresso. Mendonça autorizou o compartilhamento de dados que deram sobrevida aos trabalhos da comissão, que agora corre contra o tempo até o fim de março.

Antes mesmo do movimento na CPMI, o próprio Mendonça já havia autorizado, na esfera judicial, a quebra de sigilo bancário do filho do presidente. A Polícia Federal apresentou uma “fundada suspeita” de um repasse de cerca de R$ 300 mil ao filho do presidente por meio de um intermediário. Na avaliação do magistrado, os indícios foram suficientes para justificar a medida.

Relembre: A Polícia Federal identificou cinco repasses de R$ 300 mil, somando R$ 1,5 milhão, feitos por uma empresa ligada ao chamado Careca do INSS à empresa da empresária Roberta Luchsinger. Em mensagens apreendidas, um dos pagamentos é citado como destinado ao “filho do rapaz”. Embora o nome não apareça na conversa, investigadores suspeitam que a referência seja a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Roberta, que nega irregularidades, é apontada como possível elo entre ele e o operador investigado.

O episódio reforça a percepção de uma Polícia Federal (PF) atuando com autonomia, investigando desde atos golpistas até suspeitas que atingem o entorno do atual governo. A instituição tem mantido o ritmo das investigações independentemente das pressões políticas de ocasião.

Agora, o governo volta os olhos para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O plano é recorrer à presidência da Casa para tentar anular a decisão da CPI, mas Alcolumbre vive um momento de irritação com o Planalto. Interlocutores apontam que o senador e setores do Centrão preferiam a condução anterior dos processos e veem com ressalva a nova dinâmica imposta por Mendonça. O preço da articulação política para “amansar” o ambiente na CPI acaba de subir significativamente para o governo Lula.

O que vem por aí?

O governo Lula tentou buscar um ambiente de maioria, mas foi engolido pela combinação de uma Polícia Federal autônoma e um Judiciário que decidiu “devolver o jogo” para o Legislativo.

Com as investigações do caso Master e do INSS se fundindo, a blindagem política virou pó. Se o presidente Lula diz que “se o filho fez algo, tem que pagar”, o mercado político de Brasília já entendeu o recado: a trégua acabou e a campanha eleitoral de 2026 já começou dentro das salas de comissão do Senado. Com informações do portal G1.

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Eloa Guterres
28 de fevereiro de 2026 10:30

Por mim esses dois nem deveriam existir!

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