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Política Cresce o incômodo de Lula com Alexandre de Moraes

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Pozzebom/ABr)

Nos bastidores de Brasília, o caso envolvendo o Banco Master tem ampliado tensões políticas e institucionais. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, interlocutores afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado incômodo com as controvérsias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliando que a repercussão do escândalo pode acabar respingando no governo, mesmo sem relação direta com os contratos e contatos atribuídos ao magistrado e a familiares.

Paralelamente, o avanço das investigações sobre o banco elevou o temor em Brasília de uma possível onda de delações no caso, já que aliados e envolvidos no escândalo avaliam quem poderá colaborar primeiro com as autoridades, o que poderia ampliar o impacto político das apurações.

Recado ameaçador

O empresário Daniel Vorcaro tentou diversas vezes marcar uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas teve os pedidos recusados. Segundo a coluna de Lauro Jardim, Vorcaro chegou a enviar um recado considerado ameaçador por meio de um intermediário, afirmando que precisava falar com o ministro sobre “o que pode acontecer se algo acontecer comigo”. Haddad manteve a negativa ao encontro e respondeu ao emissário que ele estava “falando com a pessoa errada”. O episódio ocorreu em meio às investigações envolvendo o Banco Master e o próprio empresário.

Delação de Vorcaro

Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master, avalia negociar uma delação premiada cuja estratégia inicial seria focar em políticos e evitar acusações diretas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia seria aumentar as chances de validação do acordo pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e reduzir riscos institucionais para os advogados envolvidos. Mesmo assim, essa estratégia pode enfrentar obstáculos, já que investigadores da Polícia Federal apontam haver material que poderia atingir integrantes da Corte, como os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citados em apurações relacionadas ao caso. As informações são da Gazeta do Povo.

 

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