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Política “Crise do Master foi ligada indevidamente ao Supremo, mas é sistêmica”, diz o ministro Gilmar Mendes

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Ministro alega que a crise envolvendo o banco “não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima”

Foto: Fellipe Sampaio/STF
Gilmar defendeu ainda que os recursos gastos com o programa não podem ser contabilizados como gastos para manutenção e desenvolvimento do ensino. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou que o escândalo do Banco Master foi associado de forma indevida à Corte e defendeu que a crise é “sistêmica”, não restrita ao Judiciário.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Gilmar citou falhas de fiscalização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do BC (Banco Central) e afirmou: “A crise do Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima”.

O caso ganhou repercussão no STF após revelações sobre ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Gilmar disse não querer “isentar de responsabilidade quem tem”, mas ressaltou que eventuais relações dos magistrados com Vorcaro “certamente estão sendo investigadas” pelas autoridades competentes.

Crítica à gestão da crise no STF

O decano da Corte também criticou a condução da crise institucional no STF e disse que a proposta de código de ética apresentada pelo presidente, Edson Fachin, gerou desconforto interno por ter surgido em um momento de vulnerabilidade de colegas. Apesar disso, negou divisão no Supremo e afirmou que quem lidera o tribunal precisa buscar unidade.

Sobre o inquérito das fake news, o magistrado defendeu sua continuidade diante do ambiente de radicalização política e do acirramento eleitoral de 2026. Para Gilmar, o cenário atual justifica a manutenção da investigação, citando episódios recentes de ataques a ministros e autoridades.

Na avaliação de Gilmar, a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF ocorreu por razões “puramente políticas”, sem relação com sua qualificação. Gilmar afirmou que houve falha de articulação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso, destacando que a gestão enfrenta dificuldades por ser minoritária no Legislativo.

Discussão sobre o Fórum de Lisboa e Judiciário

O ministro também rebateu críticas ao Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, dizendo que o evento não controla quem participa ou eventuais investigações envolvendo convidados.

Sobre transparência no Judiciário, afirmou não se opor a discutir divulgação de rendimentos com palestras, mas ponderou que mudanças devem respeitar consensos e diferenças institucionais em relação a modelos estrangeiros.

Em relação aos chamados “penduricalhos” do Judiciário, Gilmar defendeu uma plataforma nacional unificada para a folha salarial, na qual qualquer benefício extra precise de autorização, como forma de ampliar controle e transparência.

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Glaucio dos Santos Brum
24 de maio de 2026 17:41

Sistêmico é o fato de os ministros do STF, quando suspeitos de irregularidades, se colocarem na posição de que não devem e não tem obrigação alguma de dar explicações a quem quer que seja. “L’État, c’est moi” e ponto final.

Rodinei Sanini
24 de maio de 2026 16:19

INDEVIDAMENTE?????????
KKKKKKKKKKKK

Valmir
24 de maio de 2026 13:01

Tem um cara mais cretino e cúmplice de bandido do que esse beiçudo?

box1
24 de maio de 2026 12:31

‘indevidamente ligada ao supremo ‘, seria cômico se não fosse trágico! Kkk Esse é o famoso Gilmar, como sempre defendendo seus interesses e seus cupinchas

Rolando
24 de maio de 2026 10:21

esse malandro é muito sem noção, o Master tem um funcionário e um sócio no supremo!, pelo menos esses dois

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