Jornais de 13 de fevereiro do ano passado noticiaram que “o Brasil já tem sido tratado por investidores como um país que não tem grau de investimento, espécie de selo de bom pagador de sua dívida, concedido por agências avaliadoras de risco.”
Apontaram também outros fatores: “O cenário de 2014 contribuiu para ampliar a desconfiança do investidor no Brasil. União, estados e municípios apresentaram juntos déficit de 32 bilhões e 500 milhões de reais nas contas. Economia estagnada e inflação em alta agravam a situação.”
A circunstância cada vez mais difícil levou a presidente Dilma Rousseff, em novembro de 2014, a escolher um economista com experiência na área bancária para tomar conta do Ministério da Fazenda.
Não adiantou: 2015 foi um ano perdido. Joaquim Levy não conseguiu se mover por sofrer boicote do PT. Contou ainda sua inexperiência no trato político. Os números desalentadores com a queda da produção, o aumento do desemprego e a volta da inflação, comprovam.
A 21 de setembro do ano passado, o jornal britânico Financial Times dedicou um editorial para a situação do Brasil. Classificou a economia como uma “bagunça” e as finanças públicas “em desordem”.
Todos os sinais, avisos e alertas não foram suficientes para a correção de rumos, que deveria começar com a redução das despesas diante da queda da arrecadação. O governo deve com urgência adequar o custo da máquina ao porte da receita. Nenhum ministério, porém, quer abrir mão, sobretudo em um ano eleitoral.
Há uma longa lista de alternativas, mas é preciso tomar iniciativas que vêm sendo proteladas.
O próprio governo admite que as soluções não virão este ano, mas talvez em 2017.
É conformismo demasiado e preço injusto com a população que paga altos impostos e não merece tantos sacrifícios.
