Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2026
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) tomou o centro da campanha eleitoral e esvaziou o espaço para a discussão de propostas. Sem um desfecho, o desgaste do tribunal se prolonga e interfere nas estratégias dos candidatos à Presidência da República.
Na própria campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a avaliação é que Flávio Bolsonaro (PL) consegue explorar politicamente esse cenário e obter dividendos eleitorais enquanto o Supremo permanecer como foco da disputa.
A preocupação ajuda a explicar a defesa enfática, feita por uma ala da campanha, de que Lula se afaste cada vez mais da crise. Para esse grupo, o presidente precisa ir além das declarações de que todos devem ser investigados e cobrar a apuração de forma mais contundente.
Embora vários ministros sejam citados e tenham explicações a dar, a avaliação é que o desgaste está muito concentrado na figura do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
A crise também atravessa uma estratégia que a campanha de Lula vinha tentando consolidar: fazer da soberania o assunto central da eleição.
A participação do presidente na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), já estava prevista na agenda. A campanha, porém, busca transformar o evento em um ativo eleitoral, aproveitando o discurso e a exposição internacional para reforçar a imagem de Lula como estadista.
O material produzido durante a viagem pode abastecer a campanha e dar destaque a essa mensagem. No retorno ao Brasil, no entanto, o presidente volta a se deparar com uma crise no Supremo que continua sem solução e ocupa o debate político.
Do outro lado, Flávio tenta manter o desgaste do tribunal no centro da campanha. A estratégia busca atingir ministros vistos como mais próximos de Lula, entre eles Moraes.
Isso ocorre apesar de o próprio Flávio ainda não ter esclarecido o pedido de dinheiro feito ao então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o que seria a produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do pai, Jair Bolsonaro. Moraes também tem explicações a dar sobre contratos e relações com Vorcaro.
A permanência dessas questões sem esclarecimento alimenta a disputa eleitoral. Para a campanha de Lula, o risco é que o adversário continue capitalizando o desgaste do Supremo enquanto o presidente encontra dificuldade para impor os temas que gostaria de discutir. (Com informações da colunista Andréia Sadi, do portal g1)
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Saudades do tempo em que os candidatos apresentavam suas propostas de governo. Atualmente, virou uma baixaria de acusações como se não tivesse honra entre ladrões.
Todos já estão fartos de falsas propostas. Precisamos debater os fatos e ver quem está certo para votarmos certo. Por propostas, o molusco vai sugerir todo tipo de benesse, mas nunca faz nada para tirar a população mais humilde da pobreza e da miséria, seguindo sempre com discurso fato e distribuindo migalhas.