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Notícias Crise política se agrava após Operação Lava-Jato chegar ao Palácio do Planalto

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“Vou lutar, e tenho certeza que serei vitorioso, para que o meu partido já utilize essas regras como critério para indicação de todos os candidatos nas próximas eleições”, declarou Mercadante em maio de 2010. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Em meio às crises política e econômica em que o governo está mergulhado desde o começo do ano, as investigações da Operação Lava-Jato tornaram ainda mais turbulenta a rotina palaciana. O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou abertura de inquérito para investigar os ministros da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Em delação premiada, o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, disse que doou dinheiro de propina para os dois.

Apesar das investigações, Edinho e Mercadante seguirão ministros. Fontes do governo disseram que não há razão para afastá-los, e que a delação de Pessoa, que diz ter doado ilegalmente aos dois, em anos e campanhas diferentes, não prova nada. A decisão do STF, porém, causou preocupação em integrantes do governo, no sentido de municiar mais a oposição contra a presidenta Dilma Rousseff, fragilizada pela falta de popularidade. Não há, porém, segundo auxiliares dela, motivo concreto para que a crise se agrave.

Os dois ministros negaram ter recebido recursos ilegalmente. Edinho afirmou ser “plenamente favorável” à apuração dos fatos, porque não teve conversa que não fosse legal, moral e ética com os empresários que doaram. “Tenho a tranquilidade de quem agiu como coordenador financeiro da campanha presidencial de 2014 dentro da legalidade, as contas da campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral”, defendeu-se Edinho.

Mercadante afirmou que a delação de Pessoa é “insustentável”. O ministro disse desconhecer o teor das declarações do empreiteiro porque pediu há três meses ao STF para ter acesso ao processo, mas foi negado. “Em toda a minha vida, me reuni uma única vez com o senhor Ricardo Pessoa, por sua solicitação. Na oportunidade, não era ministro de Estado, mas senador e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, em 2010.” (AG)

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