Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de setembro de 2026
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes ganhou repercussão na imprensa internacional na terça-feira (15). Veículos estrangeiros destacam o ineditismo da possibilidade de um ministro em exercício da Corte ser alvo de uma investigação, além das divisões internas do tribunal e dos possíveis impactos da crise sobre a eleição presidencial de outubro.
O jornal britânico The Guardian destacou o caso em uma reportagem intitulada “Conflito feroz irrompe no Supremo Tribunal do Brasil às vésperas da eleição presidencial”. “A Suprema Corte do Brasil foi lançada no que especialistas consideram a maior crise desde o retorno da democracia, na década de 1980, à medida que dois magistrados rivais entram em confronto às vésperas da eleição presidencial, com consequências imprevisíveis para a maior democracia da América Latina”, afirma o Guardian.
O jornal britânico afirma que a disputa “de forte teor político” veio à tona na sessão “transmitida ao vivo para milhões de lares brasileiros”.
O jornal espanhol El País noticiou que a sessão extraordinária de terça ficará marcada “pelos insultos e ofensas trocados entre seus ministros”.
“A audiência foi suspensa sem que os juízes sequer abordassem a espinhosa questão da análise das acusações de corrupção contra um de seus colegas e decidissem se abririam um inquérito”, afirma o El País.
“As expectativas eram altas porque o tribunal, em seus 135 anos de história, nunca havia investigado um de seus próprios membros, e porque o Brasil realizará eleições altamente disputadas em menos de três semanas.”
Agências como Reuters, Associated Press (AP) e Agence France-Presse (AFP) acompanharam o julgamento. As reportagens apresentaram o episódio como mais um desdobramento da crise que envolve o STF e o caso Banco Master.
A Reuters foi uma das agências a dar destaque ao caráter inédito da sessão. A reportagem afirma que o Supremo deve decidir sobre uma “investigação sem precedentes” contra um de seus ministros em exercício e relaciona o julgamento ao agravamento da crise na Corte poucas semanas antes da eleição presidencial.
A agência britânica também chama Moraes de um dos ministros mais poderosos do STF e destaca o confronto com André Mendonça, responsável pela determinação da investigação. Na avaliação apresentada pela Reuters, o episódio ocorre em um momento particularmente sensível para o país, diante da proximidade da disputa eleitoral.
A AP colocou o julgamento no contexto da crise interna do Supremo. A agência destacou o papel de Moraes nos processos que levaram à condenação e à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e apontou a disputa entre os ministros como parte de um cenário de tensão que ultrapassa os limites do tribunal e alcança a corrida presidencial.
A cobertura da AP foi reproduzida por veículos como o The Washington Post e a ABC News. O Washington Post ressaltou que o embate entre Moraes e Mendonça ocorre em meio à polarização política brasileira e que a crise no Supremo repercute diretamente no ambiente eleitoral.
Já a ABC News descreveu o momento vivido pela Corte como uma “crise sem precedentes”, relacionando a turbulência ao colapso do Banco Master e às suspeitas que passaram a envolver integrantes dos Poderes.
O britânico The Economist dedicou espaço ao episódio e afirmou que o STF “está em crise”. A publicação colocou Moraes no centro da controvérsia e destacou as suspeitas relacionadas aos seus vínculos com Daniel Vorcaro, além do conflito com Mendonça.
A AFP também destacou as relações de Moraes com Daniel Vorcaro, além do embate entre o ministro e Mendonça, e afirmou que a controvérsia “passou a se sobrepor à campanha presidencial” brasileira. (Com informações de O Estado de S. Paulo e da BBC News)
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
O Brasil se mostra ao mundo como um barco à deriva, sem nenhum dos três poderes capaz ou interessado em enfrentar os problemas da nação. Parece que, entre os poderes constituídos, o objetivo principal é trabalhar primeiramente em proveito próprio e de seus aliados.
A baixaria coloca o Brasil em evidências mundo afora, a corrupção sempre prevalece porque os escândalos são de uma magnitude fora de qualquer episódio em outro lugar no planeta. A doença por poder e dinheiro não tem limites e nem vergonha, no caso tem relatório da PF e o acusa nega que tenha sido favorecido, mesmo firmando um contrato de 130milhões que o acusado mesmo redigiu e imprimiu. Cadê o presidente da república?