Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de abril de 2016
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner se apresentou na manhã dessa quarta-feira à Justiça, mas se negou a falar. Convocada a depor sobre a venda de dólares no mercado futuro a um preço inferior ao de mercado, Cristina entregou um documento com sua defesa ao juiz Claudio Bonadio. Seu ex-ministro de Economia Axel Kicillof e o ex-presidente do Banco Central Alejandro Vanoli já haviam feito o mesmo.
As operações financeiras realizadas nos últimos meses do governo kirchnerista podem ter causado um prejuízo de 77 bilhões de pesos (cerca de 18,6 bilhões de reais) aos cofres públicos.
No texto entregue à Justiça, Cristina culpou ao atual presidente, Mauricio Macri, e sua política de desvalorização do peso pelo prejuízo e afirmou que estão denunciando pessoas inocentes de cometerem delitos, os quais, se tiverem existido, seriam de responsabilidade exclusiva das atuais autoridades.
A ex-presidente chegou por volta das 10h ao Tribunal Comodoro Py, onde lhe aguardavam milhares de argentinos sob chuva. Apesar de não haver conseguido eleger seu candidato à Presidência, Daniel Scioli, Cristina ainda move multidões no país – ela deixou o poder, com mais de 50% de aprovação.
Também foram apoiar a ex-mandatária seu vice-presidente Amado Boudou, que está sendo processado por corrupção, e algumas representantes do movimento Mães da Praça de Maio.
A ex-mandatária ficou no tribunal por pouco mais de uma hora e, na saída, discursou por uma hora e 12 minutos para seus apoiadores que estavam em frente ao local. Desde seu último dia de mandato, em 9 de dezembro do ano passado, ela não falava em público. “Podem me convocar 20 vezes. Podem me prender, mas não vou deixar de dizer o que penso”, disse Cristina, que ainda chamou o juiz de incompetente. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.