Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2015
Um dia após anunciar o rompimento com o governo da presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reafirmou no sábado que sua saída foi uma decisão pessoal e que não se aproveitará do cargo para se vingar do governo.
Em seu perfil no Twitter, Cunha informou que defenderá que o PMDB saia da base governista somente no próximo congresso do partido. Ele desmentiu notas que foram publicadas em revistas e garantiu que não tratou com o vice-presidente da República e articulador político do governo, Michel Temer, sobre os depoimentos da Operação Lava-Jato.
“Em primeiro lugar, quero desmentir as notas que estão em colunas de revistas sobre suposta conversa minha com Michel Temer”, escreveu. “Não tratei com ele em nenhum momento de futura citação dele por delatores. Isso não faz parte dos nossos diálogos”, ressaltou.
O peemedebista afirmou que, como presidente da Câmara, manterá a sua atuação de conduzir com “independência e harmonia com os demais poderes”. E que não está buscando “ganhar número” para derrotar o governo.
“Não existe pauta de vingança nem pauta provocada pela minha opção pessoal de mudança de alinhamento político. O que existe é eu, como político e deputado, exercer a minha militância, defendendo a posição diferente do que defendia antes.”
E voltou a mencionar o juiz Sérgio Moro, a quem acusou de erro por tomar depoimento que o citava, quebrando a prerrogativa de deputado de ter foro privilegiado. “Quanto ao juiz do Paraná [Moro], eu não fiz reparo a ele, só que realmente ele não poderia dar curso a participação minha, como detentor de foro”, disse.
“Por várias vezes em oitivas ele interrompia as testemunhas e dizia que não podia tratar de quem tinha foro de STF [Supremo Tribunal Federal]. Ao que parece ele mudou. E quanto a isso meus advogados ingressarão com reclamação no STF”, pontuou.
Os comentários estão desativados.