Sexta-feira, 06 de março de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2026
Zettel já tinha sido preso em janeiro pela PF quando se preparava para embarcar em um voo comercial.
Foto: ReproduçãoO empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo. Ele se entregou na Superintendência da PF na capital paulista. A defesa disse que “em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”.
Zettel é pastor e foi o maior doador da campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Além dele, o próprio Vorcaro foi preso nessa terceira fase Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, tem o objetivo de investigar a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. Procurada, a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.
As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado.
Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Prisões anteriores
Zettel já tinha sido preso em janeiro pela PF quando se preparava para embarcar em um voo comercial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Dois meses antes, Vorcaro também havia sido preso em novembro ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia de Guarulhos. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país.
Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.
Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas. (Com informações do portal de notícias g1)
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