Sábado, 14 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Da retórica à chuva de mísseis e drones: entenda como foi o ataque do Irã contra Israel e as possíveis consequências

Compartilhe esta notícia:

O paradeiro de Khamenei é desconhecido desde o início dos conflitos entre Israel e Irã, na sexta-feira (13). (Foto: Reprodução/AFP)

O Irã realizou um ataque inédito contra Israel na noite de sábado (13). O bombardeio cumpriu a promessa das autoridades iranianas de “punir Israel” como resposta a um ataque contra um consulado do Irã. A agência de notícias Associated Press informou que essa foi primeira vez que em o Irã lançou um ataque militar direto a Israel, apesar de mais de quatro décadas de uma inimizade que remonta à Revolução Islâmica de 1979.

A escalada na crise começou no dia 1º de abril, quando um ataque israelense matou um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã e outras seis pessoas na Síria. O bombardeio atingiu a missão diplomática do Irã em Damasco e foi conduzido por aviões militares. À época, Israel evitou comentar o caso, mas fontes da Defesa israelense confirmaram a autoria do bombardeio ao jornal “The New York Times”.

Um dia depois do ataque, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu vingança e disse que Israel iria se arrepender do ataque. Na mesma linha, o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou que o bombardeio não ficaria sem resposta. Ao Conselho de Segurança da ONU, o Irã disse que tinha o direito de revidar o ataque de Israel e pediu que o órgão fizesse uma reunião de emergência para discutir a agressão.

Nos dias seguintes, surgiram informações sobre a possibilidade efetiva de uma resposta do Irã. O governo dos Estados Unidos, inclusive, demonstrou preocupação diante da ameaça.

No dia 10 de abril, o aiatolá Ali Khamenei voltou a prometer uma resposta contra Israel durante um discurso de encerramento do mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadã. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, escreveu em uma rede social que “se o Irã lançar um ataque do próprio território, Israel vai responder e atacar o Irã”.

Na manhã de sábado (13), o Irã apreendeu um navio português e disse que a embarcação é ligada a Israel. A ação iraniana aumentou as especulações sobre a iminência de um ataque contra Israel.

Nesse mesmo dia, as Forças de Defesa de Israel ordenaram a suspensão de aulas em todo o país e a restrição de aglomerações. Poucas horas depois, os militares afirmaram que o Irã havia lançado o ataque, enviando dezenas de drones para Israel.

Enquanto o ataque não chegava em solo israelense efetivamente, diversas ações foram tomadas. Entre elas o fechamento do espaço aéreo no Iraque, Líbano e Israel, além do posicionamento de caças e efetivo militar para conseguir derrubar os drones antes que eles atingissem os alvos. Também foram acionadas sirenes em algumas regiões de Israel, alertando a população sobre o ataque.

Explosões começaram a ser ouvidas em Jerusalém às 20h, pelo horário de Brasília. Imagens registraram drones sendo interceptados e destruídos pelas forças israelenses ainda no ar. Parte dos artefatos foi derrubado no caminho por aeronaves de Israel, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Jordânia.

Fim do ataque

Ainda antes de os artefatos chegarem a Israel, a missão do Irã na ONU afirmou que o ataque estava encerrado, referindo-se a ele com uma “ação legítima”.

“O assunto pode ser considerado encerrado. Contudo, se o regime israelense cometer outro erro, a resposta do Irã será consideravelmente mais severa”, escreveu o perfil da missão do Irã na ONU em uma rede social.

Além disso, o Irã confirmou que também havia lançado mísseis contra Israel. Ao todo, foram mais de 300 artefatos, entre drones e mísseis de cruzeiro e balísticos.

Pouco depois das 20h, no horário de Brasília, as Forças de Defesa de Israel informaram que os moradores de Israel não precisavam mais se abrigar.

Defesa

De acordo com o jornal “The Jerusalem Post”, o porta-voz do Exército de Israel, Daniel Hagari, afirmou que quase todos os drones foram derrubados por caças. Israel também acionou o chamado “Domo de Ferro”, que consegue interceptar artefatos ainda no ar e explodi-los.

No entanto, uma agência estatal de notícias iraniana afirmou que mísseis lançados pelo país ultrapassaram a proteção.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Saiba onde há petróleo na América Latina, líder mundial em reservas descobertas nos últimos anos
Donald Trump enfrenta seu primeiro julgamento criminal nesta segunda
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar