Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Dados do ICMS apontam uma estabilização dos níveis de perda econômica no Rio Grande do Sul por causa da pandemia

Compartilhe esta notícia:

Os principais indicadores de comportamento econômico-fiscal do Rio Grande do Sul mostram uma tendência de estabilização nos níveis de perdas econômicas com a pandemia de coronavírus, em comparação a períodos equivalentes no ano passado. A informação consta na quinta edição do Boletim Semanal da Receita Estadual sobre a movimentação de contribuintes de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

A retração na última semana de análise, que engloba de 18 a 24 de abril, em média, seguiu os níveis verificados nas duas anteriores, com leve recuperação. “A emissão de Notas Eletrônicas, por exemplo, registrou queda de 9% na semana passada, sendo que nas duas semanas anteriores a diminuição havia sido de 11% e 13%, respectivamente”, mencionou o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.

No acumulado do período analisado pelo Boletim, ou seja, entre 16 de março (primeiras medidas de quarentena no Estado) e a última sexta-feira (24/4), a redução é de 13%, representando uma diminuição do valor médio diário emitido de R$ 2,07 bilhões no período equivalente em 2019 para R$ 1,80 bilhão em 2020. Isso significa que cerca de R$ 270 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.

Os indicadores de desempenho acumulado nas vendas no varejo de curto prazo (14 dias) e médio (28 dias) também corroboram a visão de retomada gradual da atividade econômica, com quedas de 24% e 26% frente a períodos equivalentes de 2019, respectivamente. O mesmo comportamento é verificado na avaliação por região, conforme os 28 Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento), cujas perdas seguem demonstrando forte correlação com o nível de participação na produção industrial gaúcha.

Em relação aos setores de atividades, o varejo continua o mais afetado, com uma redução de 19% nas vendas desde o início da crise. A indústria, por sua vez, apresentou queda de 16%. O atacado, que obteve o melhor desempenho na última semana, caiu 2% no acumulado do período.

Quanto aos segmentos industriais, são verificadas expressivas variações positivas nas áreas da alimentação (arroz, aves e ovos, bovinos, leite, suínos e trigo). O destaque da última semana ficou por conta da indústria de bovinos (abate e industrialização) que pela primeira vez na série apresentou resultado positivo de dois dígitos (+19%). Por outro lado, as indústrias de produtos de limpeza, também de forma inédita, tiveram forte redução relativa nas vendas, comparadas ao ano anterior, de -17%.

“Os resultados negativos mais expressivos da semana foram observados, novamente, nas indústrias de veículos, com -77%, e coureiro-calçadista, com -63%. Além disso, entre os setores que apresentam perdas relativas, como os de insumos, de bens de capital e os de bens de consumo duráveis e semiduráveis, a média das reduções estabilizou-se no patamar de 35%”, avalia Ricardo Neves.

Uma novidade trazida na quinta edição do Boletim é a comparação das vendas no varejo no período da Páscoa. Analisando a emissão de notas eletrônicas durante a Semana Santa de 2019 e de 2020, houve queda de 29% no valor emitido, que passou de R$ 3,5 bilhões em 2019 para R$ 2,5 bilhões neste ano.

Combustíveis

O volume de vendas dos combustíveis indicou quedas mais amenas. No acumulado do período, o etanol segue sendo o mais impactado (-61%), seguido pela gasolina comum (-32%) e pelo óleo diesel S-500 (-24%). O óleo diesel S-10 mostra-se estável. Somando os quatro combustíveis, a redução média é de 25%.

Em relação ao preço médio, os quatro itens analisados têm apresentado movimento de queda no período recente, reflexo da atual conjuntura internacional acerca do petróleo. A gasolina comum, por exemplo, chegou a atingir R$ 4,79 no final de janeiro, estava em R$ 4,62 no dia 16 de março e passou ao patamar de R$ 3,95 no dia 24 de abril, última data de análise da última edição do Boletim.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

No Reino Unido, crianças desenvolvem uma nova doença inflamatória que pode estar relacionada ao coronavírus
Por causa do coronavírus, o Ministério Público tenta impedir a reabertura do comércio em Brasília
Pode te interessar