Quarta-feira, 09 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2026
No depoimento sigiloso, em caráter de urgência, prestado por Daniel Vorcaro na semana passada a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro acusou a Polícia Federal (PF) de ter rejeitado uma proposta de delação premiada para blindar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. O depoimento aconteceu a pedido da defesa de Vorcaro, com o argumento de que ele estaria sendo alvo de ameaças de policiais.
Conforme obtido pelo Estado de S. Paulo, no encontro no gabinete de Mendonça, Vorcaro narrou que teria recebido ameaças de policias federais após ter sido preso e afirmou que a PF não aceitou sua proposta de delação premiada porque queriam blindar o diretor-geral da corporação.
Ainda segundo o banqueiro, a Procuradoria-Geral da República estava disposta a levar adiante o processo de colaboração, mas culpou a PF pelo fracasso da delação.
O depoimento aconteceu na última quinta-feira (27). Nesse dia, Vorcaro seria ouvido por videoconferência pela PF em um outro inquérito — encontro que foi cancelado sob a alegação de problemas técnicos.
A existência do depoimento foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo. Conforme revelado, um representante do Ministério Público Federal acompanhou a oitiva. A Polícia Federal não acompanhou o depoimento e, por conta disso, investigadores suspeitam que Mendonça esteja negociando diretamente com Vorcaro uma nova tentativa de delação premiada.
O gabinete de Mendonça afirmou que a presença de representante do Ministério Público em audiências dessa natureza é exigência legal, e foi observada.
“Quanto à Polícia Federal, as normas do Conselho Nacional de Justiça consagram, como garantia de incolumidade física e psicológica do depoente, o afastamento da equipe policial responsável pela investigação nos atos em que ele é ouvido. Tratando-se de depoimento motivado por relato de graves intimidações, a não convocação de agentes policiais seguiu essa mesma diretriz de proteção, e não qualquer escolha de conveniência do gabinete”, complementaram em nota. (Com informações do portal Terra)
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Que intimidade entre o marginal e o juiz. Estranho isso
O marginal ( não banqueiro como, como é apresentado na matéria) atacando quem o investiga. E ministro leva em consideração a palavra do marginal. É o fim da picada. Quer inverter a ordem das coisas e sair de fininho. Esse ministro bolsonarista tinha que ser investigado.
Após revelação de 54 contratos públicos sem licitação, Mendonça deixa instituto que criou
André Mendonça, o grande guardião da constituição e da democracia. Xandão e sua mulher laranja em breve vão ter o remédio que merecem, crápulas ladrões
URGENTE
O CONTRAGOLPE DE MORAES: Alexandre de Moraes já possui a maioria dos votos do plenário do STF para a retirada do ministro André Mendonça do inquérito do Banco Master.
Vejam que, se o canário Vorcaro cantar, certamente muita gente indicada pelo atual governo irá aparecer por entre as notas da canção. Por que ainda acham que ele não conseguiu delatar coisa alguma? A vida dele, de sua família e de outras pessoas estão em jogo, com toda certeza.
Imagina se ele delatar alguém da família amiga de milicianos, si raios, etc …