Domingo, 04 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2026
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos e de familiares, na avaliação de 52% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest. Quanto ao motivo que mais contribuiu para a prisão de Bolsonaro, 32% disseram que foi por causa dos danos à tornozeleira eletrônica e 16% consideram risco de fuga para o exterior, enquanto 4% acham que foi a vigília.
Outros 21% consideram que o motivo que mais contribuiu para a prisão seria perseguição política do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Dos demais entrevistados, 5% apontaram outros motivos e 22% não souberam ou não responderam.
Foram ouvidas 2.004 pessoas com ao menos 16 anos. A coleta de dados foi feita de 11 a 14 de dezembro e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem um nível de confiança de 95%.
Entre os entrevistados, 89% declararam ter conhecimento de que o ex-presidente está preso numa cela na Polícia Federal, em Brasília (DF). A pesquisa mostrou, ainda, que 51% dos respondentes acreditam que ele merece estar preso, enquanto 42% enxergam perseguição política. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Do total dos que apontam Bolsonaro e família como responsáveis pelo próprio infortúnio, 32% dizem que ele foi preso porque “danificou a tornozeleira eletrônica” que usava quando estava em prisão domiciliar. Outros 16% apontam “risco de fuga para o exterior” e 4% acreditam que ele foi encarcerado porque o filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) organizava uma vigília perto do condomínio em que o ex-presidente morava —razão oficial da prisão.
O que ele fez
A pesquisa também indagou os brasileiros sobre os motivos para a prisão de Bolsonaro. Ao todo, 32% entendem que ele está preso por ter tentado violar a tornozeleira eletrônica, outros 16% afirmam que havia risco de fuga para o exterior. Cerca de 21% responderam que o ex-mandatário é alvo de perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Menos de 4% disseram que o motivo foi a vigília organizada pelo senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 5% dos entrevistados alegaram outros motivos.
O levantamento traz ainda a percepção sobre o impacto político para Bolsonaro. Para 71% dos bolsonaristas, o ex-mandatário fica mais forte depois do julgamento e das acusações contra ele. Entre os lulistas, 83% dizem que ele ficou mais fraco.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso desde 22 de novembro na Polícia Federal. Ele já estava em regime domiciliar desde o dia 4 de agosto e foi levado à Superintendência da PF após ser detido preventivamente em sua casa em Brasília. Atualmente, o ex-presidente cumpre a pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na trama golpista. Com informações da Folha de S. Paulo, InfoMoney e CNN Brasil.