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Geral De máscara, Bolsonaro chega a Moscou e verá Putin nesta quarta

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Bolsonaro saiu do avião presidencial usando máscara, acessório que costuma ignorar quando está no Brasil. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou na Rússia nesta terça-feira (15) pouco depois das 10h (horário de Brasília-DF). Ele saiu do avião presidencial usando máscara. Bolsonaro, que já teve de se submeter a um teste de covid para poder realizar a viagem em cumprimento às exigências sanitárias do governo local, terá de fazer outro para poder se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta (16).

Se Bolsonaro tiver um teste negativo, a expectativa é de possa ter um encontro mais próximo com o mandatário russo, como ocorreu com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, no início de fevereiro. Em caso contrário, ele será recebido na mesa gigante, de seis metros de comprimento, assim como o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, que se recusaram a ter amostras colhidas pela Rússia – o que poderia lhe dar acesso a material genético dos chefes de Estado.

Bolsonaro foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Ryabkov, e pelo diretor do Departamento de Protocolo Estatal, Igor Bogdashev. Ele foi do aeroporto ao Hotel Four Seasons, na Praça Vermelha, aonde chegou pouco antes das 11h, no horário de Brasília, tendo entrado por uma porta lateral.

Na manhã desta terça, o governo russo anunciou a retirada de parte das tropas militares na fronteira com a Ucrânia. Não está claro, porém, quantos soldados serão retirados. A Rússia já anunciou outras vezes a remoção de tropas perto da fronteira ucraniana, sem que, nos dias posteriores, fotos de satélite indicassem uma efetiva diminuição no número de forças.

Além disso, pouco depois do anúncio, a Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo, aprovou uma medida que pede a Putin que reconheça a independência das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, duas áreas controladas por separatistas pró-Moscou no Leste ucraniano. Embora ainda não seja considerada oficialmente pelo Kremlin, a decisão pode elevar as tensões em torno da crise. O Ministério da Defesa russo também anunciou planos de realizar exercícios navais no Mediterrâneo, com o envio de bombardeiros e jatos equipados com mísseis hipersônicos para a base do país na Síria.

Primeiro dia

Em seu primeiro dia na Rússia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou o Kremlin, sede do governo russo. Bolsonaro estava acompanhado pelos ministros Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-geral da Presidência) e pelo filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador do Rio de Janeiro e filho “Zero Dois” do chefe do Executivo. A visita às instalações do Kremlin foi apenas protocolar.

Ao final de seu primeiro dia em Moscou, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao Twitter comemorar a relação diplomática do Brasil com a Rússia e disse que o País tem “vocação de amizade” com todas as nações.

“Em 1876, Dom Pedro II foi o 1° estadista brasileiro a visitar a Rússia. 146 anos depois, no ano em que comemoramos 200 anos da independência do Brasil, tenho a satisfação de realizar o mesmo percurso. Nosso Brasil tem vocação de amizade com todas as nações do mundo”, publicou o presidente.

Bolsonaro anexou à postagem dois registros da imprensa russa: um do século XIX, com a visita de Dom Pedro II em destaque; outro da agência estatal Tass, com o relato do encontro entre Bolsonaro e Putin, que acontecerá nesta quarta. As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

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