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Mundo De topless, ativista protesta durante voto de Berlusconi em eleição na Itália

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Mulher protesta contra Berlusconi dentro da seção eleitoral do ex-premier. (Foto: Repodução)

O ex-premier italiano Silvio Berlusconi enfrentou fila para votar na eleição legislativa no país neste domingo (4), marcada pelo sentimento de divisão entre os eleitores. No entanto, ao depositar seu voto, ele foi surpreendido quando uma ativista que subiu, com os seios expostos, numa mesa dentro da seção eleitoral e gritou “Berlusconi, seu tempo acabou” ao ex-primeiro-ministro, que tem histórico de envolvimento em escândalos sexuais.

“Ela passou tão rápido que nem tive a chance de vê-la”, esquivou-se o premier quando perguntado sobre o protesto após votar em Milão.

Retirada logo após o protesto, a manifestante, que também tinha a mensagem “Seu tempo acabou” escrita no corpo, é integrante do movimento feminista Femen, fundado em 2008 na Ucrânia. O grupo é conhecido por organizar atos de topless público em repúdio a abusos sexuais. Não foi a primeira vez que Berlusconi foi alvo do movimento. Em 2013, três mulheres o abordaram de maneira similar, segundo a emissora italiana RAI.

Os italianos começaram a ir às urnas às 7h (3h em Brasília) deste domingo. A votação termina às 23h (19h em Brasília). Às 12h, a taxa de comparecimento registrada era de 19% do eleitorado registrado. Muitos centros de votação registraram longas filas, algo que também preocupou Berlusconi:

“Estou preocupado de que possa haver situações nas quais algumas pessoas não conseguirão votar”, disse ele.

Busca de votos

Há três forças principais brigando pela maioria dos votos: uma coalizão de direita, liderada pelo Forza Italia (FI), do ex-premiê Silvio Berlusconi, a de centro-esquerda, liderada pelo Partido Democrata (PD), do também ex-premiê Matteo Renzi, e o Movimento 5 Estrelas (M5E), cujo líder é Luigi Di Maio. Há duas semanas, a direita aparece com vantagem, mas sem a maioria necessária para compor um governo.

Antes da entrada em vigor de uma proibição de pesquisas de voto, há 15 dias, pesquisas indicavam que a aliança de Berlusconi conquistará cerca de 36% dos votos, cifra que lhe daria mais assentos do que qualquer outro bloco, mas não uma maioria absoluta. A Itália tem uma longa tradição de encontrar maneiras de sair de impasses políticos aparentemente insolúveis, e comentaristas vêm especulando que, no caso de um Parlamento sem maioria, Berlusconi buscará uma coalizão ampla com a centro-esquerda.

Berlusconi, ex-premiê e controversa figura polícia no país, não pode assumir nenhum cargo público até 2019, devido a uma condenação por fraude fiscal. Caso seu partido vença as eleições, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, deve assumir o governo. Se a maioria dos votos da coalizão de direita ficar com o partido anti-imigração e nacionalista Liga, quem assume o cargo é Matteo Salvini. Em virtude do acordo interno da coalizão, quem ficar na liderança dos votos deve dirigir o governo.

Sem ideologia e disposta a quebrar a tradicional bipolaridade entre direita e esquerda, segundo as pesquisas, o M5E pode se confirmar como o maior partido do país neste pleito, aparecendo com 27,8% das intenções de voto – índice que não é suficiente para que o partido governe sozinho.

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