Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de maio de 2021
O desembargador da 3ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, Cristiano Vilhalba Flores, mandou suspender o processo de homologação da venda da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) à iniciativa privada, realizada em leilão no final de março. A decisão atende a uma liminar solicitada por sete ex-servidores da estatal.
Formado por sete ex-dirigentes e técnicos da empresa, o grupo argumenta – por meio de ação popular – que ainda há supostas irregularidades no processo. E que esse aspecto precisa ser totalmente esclarecido antes que a companhia definitivamente troque de mãos.
Dentre os pontos suscitados pelos autores estão denúncias já apresentadas ao próprio Judiciário e também a uma série de órgãos de controle. A lista abrange Ministério Público (MP), Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O governo do Rio Grande do Sul tem até a quarta-feira da semana que vem para se manifestar no âmbito do processo. Enquanto isso, está impedido de assinar nesta semana o contrato de compra e venda com a empresa Equatorial Energia, vencedora do certame.
A CEEE-D foi arrematada no último dia 31 pela quantia de R$ 100 mil, equivalente a uma caminhonete, em mais um capítulo de um processo de privatização que tem motivado diversos questionamentos, inclusive na esfera da Justiça.
O grupo que assina a ação popular é composto pelos seguintes participantes:
– Gerson Carrion, presidente das empresas abrangidas pela CEEE no período 2013-2015;
– Claudiomar Farias, ex-diretor de Seguridade da Fundação CEEE;
– Marcia Beatriz Rodrigues, ex-contadora-geral do Grupo);
– André Panitz, engenheiro eletricista e especialista em segurança do trabalho;
– Flavio Costa Silveira, ex-chefe da área de Regulação da CEEE-D;
– Hélio Ricardo Vaz, ex-gerente regional da área de Distribuição;
– Ricieri Valentina Júnior, ex-diretor do segmento de geração de energia da estatal e ex-diretor financeiro da Companhia, dentre outras atribuições.
CEEE-T
Em reunião nesta semana na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro, uma comitiva do governo gaúcho discutiu com representantes da instituição de fomento o andamento de projetos de privatização, parcerias público-privadas (PPPs) e concessões que estão sendo estudadas em conjunto.
Na pauta, o edital para o leilão da CEEE Transmissão (CEEE-T), cuja modelagem de privatização foi desenhada sob coordenação do BNDES e deve ser realizado no fim de junho. O passo seguinte será a publicação do edital para venda do braço de geração da companhia, a CEEE-G.
Além das privatizações das subsidiárias da CEEE, o governo atualizou o andamento de projetos como o Cais Mauá, as concessões de rodovias e as PPPs de presídios, da Corsan e de parques, entre outras iniciativas, como ativos imobiliários do Estado. Alguns dos projetos, como as concessões rodoviárias, estão avançadas, garante o Palácio Piratini.
(Marcello Campos)
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Modernização do que???? Vender uma empresa por R $100 mil reais , que o governo estadual usou dinheiro para pagar salários de funcionários públicos e não devolveu, é melhor se informar melhor, pois a Ceee sempre foi rentável, até o governo estadual saquear os cofres dela para sustentar esta turma de parasitas, Que colocaram dentro da Ceee para torná-la ineficiente, mas a verdade não foi dita, o grande devedor e ineficiente é o estado.
Estado do atraso!
Quando não são os governos incompetentes, são as corporações de servidores ou o judiciário com forte viés político que travam a modernização do RS!
Mas manda esta m..pra frente !!! Que medo de perder a teta! Enquanto isso o valor da conta la em cima os postes escorados pela fiação precária e no condomínio fechado dos bonitos tem gerador ! Sem contar a ma vontade da maioria dos funcionários desta estatalzinha enquanto o povo sofre na mão de meia dúzia do cabidão de cargos que estão se borrando de sair fora !
ESSES SERVIDORES FIZERAM ALGUMA COISA QUANDO A CEEE ERA SAQUEADA, OU MAMAVAM NAS TETAS JUNTOS, SÓ PRA CITAR UM EXEMPLO HOJE VOCÊ COMPRA UM POSTE PADRÃO CEEE, INSTALADO POR UMA EMPRESA AUTORIZADA PELA CEEE, E A TERCEIRIZADA QUE FAZ A LIGAÇÃO NO MÍNIMO VAI 5 VEZES ATÉ A RESIDÊNCIA ALEGANDO DEFEITOS, COM CERTEZA PRA COBRAREM POR VISITAS, PODEM VER NINGUÉM CONSEGUE LIGAÇÃO NA PRIMEIRA VISITA, SERÁ QUE NÃO EXISTE ELETRICISTA COMPETENTENTE NA GRANDE PORTO ALEGRE
R$ 100.000,00, menos que uma camionete. Quem comprar assume o passivo. Provavelmente o BNDES emprestará dinheiro para saldar as dívidas. Que BAITA negócio. Governo de direita? É isso? Até a consulta ao povo ou plebiscito que deveria haver foi dispensado. Afinal, o povo não sabe nada mesmo né? É só ver importância que dão ao que pensamos pela venda (?) do patrimônio que construímos durante décadas.
Lhes faço um pedido ,vamos SOMAR quanto CUSTA aos nossos bolsos o SALÁRIO destes SETE funcionários ,claro os dois o do INSS e o da FUNDAÇÃO CEEE vai dar razão ao governo do estado vender ,somando deve ficar entre 300 e 500 mil ,isto sim é um ABSURDO