Sábado, 29 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2015
Segue o alerta para a previsão de chuvas intensas no Estado. Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), existe risco de alagamentos, incidência de descargas elétricas e queda de granizo principalmente nas regiões Noroeste e Nordeste do Rio Grande do Sul. Chove desde o começo da manhã desse domingo na Fronteira Oeste, Centro e Noroeste.
Influenciadas por instabilidades vindas da Argentina, cidades como Uruguaiana, Bagé, São Borja e Santa Maria também devem registrar trovoadas, rajadas fortes de vento e granizo isolado. Na medida em que a instabilidade avança para o Leste do Estado, a chuva deve se espalhar para todas as áreas. A estimativa é de que os acumulados sejam maiores mais a oeste do RS. Na Grande Porto Alegre, Serra, Sul e litoral Norte, os acumulados devem ser baixos.
A trégua da preciptação no sábado e em parte do Estado no domingo refletiu em estabilização e até queda no nível dos principais rios. O único que registrou aumento, segundo o balanço divulgado pela Defesa Civil, foi o dos Sinos, que subiu 5 centímetros. No entanto, metade ainda está acima do nível de alerta. Entre eles o Guaíba, que caiu de 2,65 metros para 2,57 metros, mas o nível de alerta é de 2,10 metros. Ainda há clientes sem luz no Estado.
Donativos
Aproveitando a trégua da chuva, a Defesa Civil segue distribuindo donativos para as famílias em estado de vulnerabilidade nos municípios afetados. De acordo com o boletim desse domingo, há pouca alteração nos números, uma vez que os atingidos esperam a água baixar para poder retornar para suas casas. Até o momento, são 132 municípios, 42.331 residências e 177.790 pessoas atingidas. O número de famílias desabrigadas é de 1.306 e desalojadas, 6.499.
Em Porto Alegre, o momento é de auxiliar no retorno das duas mil pessoas desalojadas pela chuva a suas moradias. O apelo, agora, é para a colaboração na reconstrução das casas, com doações de móveis, telhas, lonas e madeiras. Os materiais podem ser entregues na sede do Departamento Municipal de Habitação, que fica na avenida Princesa Isabel, n 1.115, das 8h às 20h, de segunda-feira a sábado (no sábado, a entrega deve ser feita pela entrada lateral, na guarita da rua Conde D’Eu).
Para o prefeito José Fortunati, o engajamento de todos, aliado às ações da prefeitura de Porto Alegre, está sendo fundamental para amenizar os prejuízos e a dor daqueles que tiveram suas vidas devastadas pelos temporais e ajudar no retorno à normalidade de suas vidas. “É esse movimento da sociedade que nos motiva a trabalhar cada vez mais por uma sociedade mais justa, humana e solidária”, diz ele.
As doações de alimentos, garrafas de água, produtos de higiene (xampu, desodorante, escova de dente, absorventes e fraldas geriátricas), produtos de limpeza (sabão em pó, esponjas e panos), lonas e velas devem ser entregues no ginásio Tesourinha, na avenida Érico Veríssimo, sem/n ), das 8h às 22h. Outro local de entrega de doações na capital gaúcha é no Gabinete de Defesa Civil, na rua Dr. Campos Velho, 426, das 8h às 18h, de segunda-feira a sexta-feira.
Alimentos
As chuvas causaram prejuízos à agricultura e os reflexos já podem ser sentidos no preço dos hortifrutigranjeiros. Na Ceasa (Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul), a alface está sendo vendida 36% mais cara nos últimos dias e deve seguir em alta em novembro. As lavouras de tabaco também sofreram com as ocorrências de granizo. “Nos preocupa o atraso no plantio da soja e principalmente do arroz, por isso pedimos a flexibilização no zoneamento agroclimático dessa cultura até 15 de novembro”, disse o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, ao entregar demandas do setor à presidenta Dilma Rousseff.
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