Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de fevereiro de 2025
Os advogados de Bolsonaro solicitam um prazo de 83 dias para responderem a denúncia
Foto: Alan Santos/PRA defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou mais tempo para a apresentação de resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Caso Moraes rejeite a nova solicitação, os advogados querem que o recurso seja analisado pela Primeira Turma.
Os advogados de Bolsonaro solicitam um prazo de 83 dias para responderem a denúncia, mesmo tempo que a PGR utilizou para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso. Além disso, querem que a resposta dos demais denunciados só sejam apresentadas após a do tenente-coronel Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada.
A defesa ainda quer acesso à íntegra das provas reunidas pela PF, que não teriam sido incluídas nos autos do processo.
Na semana passada, um primeiro pedido da defesa, com o mesmo teor, foi negado por Moraes no mesmo dia. As defesas de todos os 34 denunciados têm 15 dias para responder à denúncia da PGR, que começaram a ser contados a partir da semana passada.
A defesa de Jair Bolsonaro antecipou que pedirá a suspeição dos ministros Zanin e Dino na denúncia do golpe. Isso porque Zanin era advogado pessoal de Lula e Dino participou do novo governo petista como ministro da Justiça e Segurança Pública. Os dois foram recomendados ao STF pelo atual chefe do Executivo. A intenção do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, é manter Zanin e Dino aptos para julgar o caso.
Braga Netto
Em simultâneo ao pedido de Bolsonaro, a defesa do ex-ministro Braga Netto pediu ao Supremo que Alexandre de Moraes deixe a relatoria da denúncia sobre a suposta trama golpista por suspeição, ou seja, uma suspeita de parcialidade da parte do magistrado.
Os advogados reforçam que, por mais que o ministro não seja uma vítima no caso, as acusações da PGR e da PF correlacionam a tentativa de insurreição com um plano para matar Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Dessa forma, a defesa do ex-ministro deseja um novo relator no caso. A princípio, cabe a Moraes analisar a validade da denúncia oferecida pela PGR e ouvir os advogados de todos os denunciados.
Depois, ele decidirá se o caso está pronto para julgamento e agendará a análise na Primeira Turma do STF, composta também pelos ministros Cristiano Zanin, que preside a turma; Cármen Lúcia; Luiz Fux e Flávio Dino. As informações são do portal de notícias O Globo.
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Vai acontecer, só nao sabemos quando…
– Ele pode tentar negar a tentativa de golpe.
– Ele pode tentar negar as contundentes provas do crime.
– Ele pode tentar descredibilizar ministros do STF.
– Ele pode tentar o que quiser…. espernear à vontade… faz parte do “jogo”.
Mas o certo é que: vai ser julgado, condenado e…… preso, a não ser que fuja, hipótese que não se pode descartar tratando de quem se trata.
Sugiro que deixem uma uma cervejinha na geladeira, porque, afinal, não sabemos quando vai acontecer, mas vai acontecer…