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Política Defesa de Braga Netto desqualifica delação de Mauro Cid, pivô da prisão do general

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José Luís Oliveira Lima defende Braga Netto, que está preso.

Foto: Rosinei Coutinho/STF
José Luís Oliveira Lima defende Braga Netto, que está preso. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Último advogado a apresentar seus argumentos à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da trama golpista, o criminalista José Luís Oliveira Lima, que representa o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, se voltou nesta quarta-feira (3), contra o acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

Braga Netto é o único réu do núcleo crucial da trama golpista que ficou preso durante toda a instrução do processo. A prisão preventiva foi decretada por suspeita de tentar interferir na delação de Mauro Cid. Desde então, os dois disputam versões sobre o plano de golpe. Chegaram inclusive a passar por uma acareação para confrontar os relatos.

A estratégia da defesa foi colocar em dúvida a legalidade do acordo e a palavra do delator na tentativa de neutralizar o que Mauro Cid revelou sobre Braga Netto.

Foi o tenente-coronel quem acusou Braga Netto de entregar dinheiro em uma caixa de vinho, segundo ele para financiar um plano de prisão e execução de autoridades.

O advogado fez referência a áudios e conversas em que o tenente-coronel afirma ter sido pressionado a confirmar uma “narrativa pronta”. As mensagens foram reveladas pela revista Veja e também pelo advogado Eduardo Kuntz, que representa o coronel Marcelo Câmara, réu no núcleo dois da trama golpista.

Oliveira Lima afirma que os diálogos comprovam que houve coação e que Mauro Cid descumpriu as obrigações como delator ao conversar sobre o acordo, que estava sob sigilo.

“Esquece voluntariedade. Foi coagido sim e quem diz isso é dele. Portanto, a defesa entende que esse acordo está maculado”, afirmou o criminalista.

Além disso, Mauro Cid delatou uma reunião na casa do ex-ministro, em Brasília, no dia 12 de novembro de 2022, organizada, segundo o tenente-coronel, para debater medidas contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

(Com informações do O Estado de S.Paulo)

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Vanderlei Ochoa
3 de setembro de 2025 16:10

É óbvio que o advogado de defesa vai tentar defender seu cliente, .né????hahahahahahahahahahahahahahahahshshshshsh

Miltch Mitch
3 de setembro de 2025 21:33

Parabéns aos advogados de defesa.
Colocando os bandidos de verdade contra parede.

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