Domingo, 22 de março de 2026
Por Redação O Sul | 18 de março de 2026
Advogados sustentam que a empresa é legítima, mas não está em operação.
Foto: ReproduçãoA defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), afirma que a empresa que ele abriu em Madri, na Espanha, em janeiro deste ano é legítima, mas não está em operação. A abertura ocorreu quando as investigações sobre a fraude no INSS já estavam em curso.
Com o argumento de preservar a privacidade do empresário, sua defesa não deu detalhes sobre as atividades econômicas exercidas por Lulinha na Europa. Questionada sobre como ele se mantém no exterior, a defesa afirmou que ele trabalha e recebe renda como pessoa física, mas sem expor com quem ou em que tipo de contrato. Suas empresas no Brasil estão inativas e a nova companhia ainda não opera.
Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori, que defendem Lulinha, afirmaram também que o registro da companhia ocorreu em total acordo com a legislação espanhola, mas que ela faz parte de um projeto futuro de o filho de Lula empreender no país.
Carvalho disse que a mudança de Lulinha para o exterior não trará consequências para a investigação das fraudes no INSS e que, caso o ministro do STF André Mendonça, relator do caso, entenda que o empresário precisa dar esclarecimentos, ele virá ao Brasil.
“Não há nenhuma irregularidade, o Fábio deixou o Brasil com o objetivo de viver em Madri, onde está criando seus filhos, matriculou-os numa escola, e vive uma vida absolutamente tranquila”, disse.
Carvalho disse que Lulinha “não pretende dar esclarecimentos sobre a prestação de serviços que ele tem com o escritório de advocacia”. “Não nos surpreende alguém ter ido lá perguntar [sobre Lulinha]. Quem disse que ele trabalha lá? Uma coisa é trabalhar com esse escritório, outra é trabalhar naquela unidade”, complementou.
O escritório Monereo Meyer Abogados é especializado em assessorar empresas estrangeiras na Espanha. O endereço registrado da Synapta SL, nome da firma aberta por Lulinha em janeiro de 2026, é o mesmo do escritório, que tem procuração para representar a empresa.
O advogado afirmou que a busca pela privacidade de Lulinha é resultado de feridas que persistem, decorrentes de fatos como a perda da mãe, Letícia Maria, e de um sobrinho durante a Operação Lava Jato, que resultou na prisão do presidente Lula — decisão posteriormente anulada pelo STF.
Poucas semanas antes de abrir a empresa em Madri, Lulinha transferiu a administração de suas empresas no Brasil para a mulher, Renata de Abreu Moreira. Carvalho afirmou que a transferência foi uma questão “meramente operacional, exatamente porque, agora, ele está desenvolvendo outra atividade”, e que a mudança foi feita seguindo os trâmites legais. As empresas no Brasil não estão em funcionamento, segundo Carvalho, mas seguem abertas porque têm créditos a receber que estão sob discussão judicial. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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Que vergonha…nem o filho do presidente acredita no futuro do Brasil. Tudo bem que é um ladrão, afinal seu pai é, mas fugiu para Espanha e agora dá as costas para o país que seu pai administra. Jaguarada.
Esqueceu do filho do Bolsonaro que fugiu para os EUA???? Porque será que ele fugiu??perdeu todos os cargos no Brasil, vive de que nos EUA???
Sei…