Segunda-feira, 01 de Junho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
12°
Fair

Brasil Defesa de Temer disse que Joesley Batista tinha milhões de razões para ter ódio do presidente

Compartilhe esta notícia:

Temer cita momento em que impediu a transferência de domicílio fiscal do Grupo J&F. (Foto: AE)

O presidente Michel Temer entrou com dois processos na Justiça contra o empresário Joesley Batista, um por danos morais e outro por difamação, calúnia e injúria. Para a defesa do peemedebista, o executivo agiu por “ódio” para prejudicar Temer e “se salvar dos seus crimes”.

Temer decidiu processar Joesley após ele dizer, em entrevista à revista Época, que o presidente liderava a “maior organização criminosa do País”.

Nos processos, que são praticamente idênticos, a defesa do peemedebista afirma que Joesley “passou a mentir escancaradamente e a acusar outras pessoas para se salvar dos seus crimes” e acusa o empresário de ser “o criminoso notório de maior sucesso na história brasileira”, já que conseguiu um acordo de delação premiada que o permite ficar em liberdade e morar no exterior.

Sem citar os governos do PT, o documento afirma que é preciso “rememorar os fatos” de que o Grupo J&F, da qual Joesley é acionista, recebeu o primeiro financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em 2005, “muito antes” de Temer chegar ao Palácio do Planalto. Para eles, “os reais parceiros de sua [Joesley] trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos”, dizem os processos.

A defesa também diz ser “esdrúxulo” o fato de Joesley, “de uma hora para outra”, passar a incorporar o papel de um empresário “sério e indignado com a corrupção” e esquecer que foi “a corrupção que o tornou um grande empresário”.

O advogado de Temer também afirma que os empresários ligados à JBS tinham “milhões de razões para terem ódio” de Temer, porque o governo, por meio do BNDES, impediu a transferência de domicílio fiscal do grupo J&F para a Irlanda, em outubro de 2016. “[Isso seria] um excelente negócio para ele, mas péssimo para o contribuinte brasileiro. Por causa dessa decisão, a família Batista teve substanciais perdas acionárias na Bolsa de Valores e continuava ao alcance das autoridades brasileiras.”

No processo, a defesa argumenta ainda que “a malsinada entrevista tem uma carga excessivamente política”, pois coincide com o julgamento que ocorrerá esta semana no Supremo Tribunal Federal que pode, ao menos em tese, comprometer a validade da homologação da delação dos empresários do grupo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

O Ministério da Educação suspendeu as atividades em quatro instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul
O governo está de olho em retomar o dinheiro de quase 500 mil pessoas que venceram as ações contra a União e não foram buscá-lo
Deixe seu comentário
Pode te interessar