Domingo, 15 de março de 2026
Por Redação O Sul | 14 de março de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece estável, mas apresentou piora nas funções renais e teve elevação dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado nesse sábado (14). Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília.
“Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, informa o boletim médico.
Na noite de sexta (13), a equipe médica informou que o estado de saúde do ex-presidente era estável, após ele apresentar febre, náuseas e calafrios e precisar ser internado pela manhã no hospital.
Além disso, os médicos afirmaram que Bolsonaro está consciente e que não precisou ser entubado.
“Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamemento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”, disse Leandro Echenique, cardiologista do ex-presidente.
Bolsonaro estava preso desde janeiro na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Ele foi removido da unidade prisional para ser internado no hospital, após agravamento do quadro. Segundo registro da Polícia Militar ao qual a TV Globo teve acesso, ele estava bem na noite de quinta-feira (11), mas começou a se sentir mal durante a madrugada.
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que está preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.
Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.
Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.
Defesa
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a defesa do pai aguarda a conclusão de um laudo médico para entrar com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária.
Flávio concedeu entrevista a jornalistas após visitar o pai por cerca de 30 minutos no hospital onde ele está internado. Segundo o senador, o documento médico é considerado essencial para fundamentar o pedido que deve ser apresentado à Justiça nos próximos dias.
“Então fica mais uma vez o apelo e espero que a defesa, nós, possamos apresentar o mais rápido possível esse novo pedido de prisão domiciliar humanitária, somente aguardando o laudo médico ficar pronto”, disse Flávio.
O pré-candidato à Presidência também afirmou que o problema não é o atendimento que Bolsonaro recebe na Papudinha, mas sim o risco de o ex-presidente ficar sozinho por longos períodos. De acordo com ele, a preocupação da família e da defesa é com a possibilidade de complicações caso o ex-mandatário passe mal sem acompanhamento imediato.
“Em uma dessas ele pode estar desacordado e por exemplo broncoaspirar. Com ele desacordado, como vemos por aí, infelizmente, acontece a morte”, disse. (Com informações da CNN Brasil e do portal de notícias g1)
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