Ícone do site Jornal O Sul

Definição adiada

Ministro Luís Roberto Barroso

O ministro Luís Roberto Barroso adotou ontem uma medida rara: propôs a suspensão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) na questão da redução dos juros da dívida dos Estados com a União. A solução provisória foi indicar a conciliação entre as partes no prazo de 60 dias. Sua tese acabou aceita, mas dificilmente ocorrerá acordo, porque o governo federal alega não estar em condições de abrir mão de receita. O prejuízo iria a 402 bilhões de reais ao longo dos próximos anos. As tentativas anteriores, no sentido do entendimento, não avançaram.

NO FUNDO DO POÇO

Os governadores afirmam que seus Estados irão à bancarrota se tiverem de continuar a honrar as dívidas com a União, pagando juros sobre juros, o que vem gerando uma imensa bola de neve.

JÁ TÊM ARGUMENTOS

No primeiro encontro com representantes dos Estados, técnicos do Ministério da Fazenda dirão que “juros compostos são praticados em operações financeiras desde que o dinheiro foi inventado”. Acrescentarão que o mesmo critério é usado pelos Estados quando cobram dívidas de contribuintes de impostos.

NÃO DEU

No começo da noite de ontem, governadores e parlamentares retornaram a seus estados, frustrados depois de muita pressão no STF. Poderiam formar uma grande roda no aeroporto de Brasília e cantar “tão alegres que viemos e tão triste que voltamos”.

AGARRADO AO CARGO

Nove entre cada dez lideranças do PMDB diziam que Marcelo Castro só deixaria o Ministro da Saúde morto. Era a única chance do deputado do Piauí, que assumiu em outubro de 2015, tinha para se projetar no plano nacional. Ontem, resolveu sair para evitar constrangimentos. Não interessava mais ao governo mantê-lo, porque os peemedebistas já tinham deixado o barco. Sozinho e sem votos, Marcelo não tem mais significado.

QUANDO UM NÃO QUER…

Senadores levam carta à presidente Dilma, pedindo que ela apoie novas eleições. O próximo contato será com Michel Temer, exigindo que renuncie. É a única condição prevista na Constituição Federal para que os eleitores voltem às urnas antes de 2018.

EFEITO

Na campanha de 2014, a presidente Dilma disse que a candidata Marina Silva não deveria receber votos nem ser eleita, porque lhe faltaria sustentação no Congresso Nacional. É o mal que agora atinge o governo.

SEMPRE LIGADO

O uso obrigatório de farol baixo durante o dia nas rodovias foi aprovado ontem no plenário do Senado. Seguirá para sanção presidencial. Projeto com mesmo teor foi aprovado pela Assembleia Legislativa na década de 1990 e provocou muitas discussões no Estado. O autor foi o deputado Onyx Lorenzoni.

RÁPIDAS

* Há 42 dias, foi suspensa a nomeação de Lula para a Chefia da Casa Civil e nada mais aconteceu.

* O PSDB não abre mão da fleugma: em um novo governo, exigirá o papel de protagonista. Coadjuvante, jamais.

* Falta ao governo responder: que modelo é esse que trouxe recessão e provocou demissão de milhares de trabalhadores?

* Deu no jornal: “Dilma critica programa de Temer”. Elogiar é que não iria…

* Há sinais de que, em breve, sairão do cenário muitas ONGs, também conhecidas como EDPs (Escoadouros do Dinheiro Público).

Sair da versão mobile