Sábado, 04 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2017
O presidente Michel Temer teria recebido 15 milhões de reais do Partido dos Trabalhadores para financiar sua campanha à Vice-Presidência da República, em 2014, mas decidiu “guardar” 1 milhão de reais. A informação é de Roberto Saud, diretor do grupo frigorífico JBS/Friboi, em depoimento ao MPF (Ministério Público Federal).
Os detalhes estão em um vídeo de 23 minutos, que faz parte do material divulgado à imprensa nessa sexta-feira pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e baseia um dos inquéritos que apuram atos ilícitos de políticos.
O ministro Luiz Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava-Jato na Corte, determinou a abertura de inquérito para investigar Temer, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reforçou as acusações, afirmando que Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram “em articulação” para impedir o avanço da força-tareda.
De acordo com Saud, além de Temer, o atual ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, que deixou o governo da então presidenta Dilma Rousseff em abril de 2016 e passou a apoiar o impeachment da petista, foi o único outro político que ele viu fazendo o mesmo, ou seja, usando o dinheiro de caixa 2 de campanha em proveito próprio.
“Eu já vi o cara pegar o dinheiro da campanha e gastar na campanha. Agora, ganhar um dinheiro do PT e guardar pra ele no bolso dele, eu acho muito difícil. Aí, ele e o Kassab fizeram isso. Apenas eles guardaram o dinheiro pra usarem de outra forma”, afirmou.
Os comentários estão desativados.