Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de fevereiro de 2018
Após as declarações do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Fernando Segovia, sobre a tendência ao arquivamento do inquérito contra o presidente Michel Temer, no processo sobre os portos, delegados da Polícia Federal pressionam a associação nacional da categoria a pedir em público o afastamento de Segovia. De acordo com os delegados, pela segunda vez, Segovia apontou fragilidades num inquérito sobre o presidente Michel Temer.
Em novembro, quando assumiu a função, Segovia disse que a mala de dinheiro entregue por um diretor da JBS ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, era insuficiente como prova de corrupção.O diretor da PF foi chamado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, para dar explicações sobre as declarações. Conforme revela a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, os dirigentes da associação dos delegados decidiram aguardar a resposta que Segovia dará e esperam que o diretor-geral admita que errou e deixe claro que o delegado do caso, Cleyber Lopes, não será perseguido.
No entanto, advogados que acompanham as investigações destacam que quem vai decidir se as provas são suficientes para levar o caso à Justiça é o Ministério Público, não a polícia. Há no episódio uma supervalorização do poder de Segovia para proteger Temer, que não corresponde à realidade, explica a coluna.
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