Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2026
Lula fez duras críticas ao leilão de GLP.
Foto: Ricardo Stuckert/DivulgaçãoA demissão de Claudio Romeo Schlosser da diretoria de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, anunciada após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao leilão de GLP, gerou apreensão no mercado por ser interpretada como possível intervenção na estatal, segundo analistas.
Para o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, o episódio reforça a percepção de atuação mais direta do governo federal na companhia. Na avaliação dele, a decisão sinaliza divergência entre critérios econômicos e diretrizes políticas, especialmente no que diz respeito à formação de preços. “As escolhas que fazem sentido econômico divergiram do viés adotado pelo governo”, afirma.
O estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, avalia que a demissão indica desconforto do governo com a condução da área. Ainda assim, ele pondera que o cenário internacional tende a influenciar mais fortemente o desempenho das ações. “Mesmo com ruídos internos, a alta do petróleo pode sustentar receitas acima do esperado”, diz.
Já o sócio da Fatorial Investimentos, Fabio Lemos, aponta preocupação com o contexto da decisão. Segundo ele, a possibilidade de uso da Petrobras como instrumento de política econômica eleva o risco percebido pelos investidores. “O foco do mercado, neste momento, está na governança e na política de preços, mais do que na cotação do petróleo”, afirma. Ele ressalta que o desempenho recente das ações, com valorização desde o início do conflito no Oriente Médio, levanta dúvidas sobre a sustentabilidade desse movimento diante das incertezas.
O especialista em ações da Axia Investing, Felipe Sant’Anna, observa que a nova diretora de Logística, Angélica Laureano, é alinhada à presidente da companhia, Magda Chambriard. Para ele, o episódio reflete a sensibilidade do tema combustíveis no atual cenário econômico. Sant’Anna destaca que a pressão internacional sobre os preços do petróleo tende a limitar a capacidade de controle interno.
Analistas também destacam que episódios envolvendo mudanças na diretoria e sinalizações sobre a política de preços costumam ter impacto direto na percepção de risco da companhia. Em momentos de maior volatilidade no mercado internacional de energia, decisões relacionadas à governança e à autonomia da estatal passam a ser acompanhadas de perto por investidores, que avaliam possíveis efeitos sobre a previsibilidade dos resultados e a estratégia de longo prazo da empresa.
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Continua a roubalheira o molusco ladrão vai fazer de tudo para reeleição vai foder inda mais o país.
Petrolinho, Petrolão; dinheirinho aqui na mão…
A agência de checagem de notícias Vandeca & Vandeca diz que é tudo mentira, que é intriga da oposição! 🤔🤣