Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2015
Dois homens acusados de participar da caçada e da morte de Cecil, o leão mais famoso do Zimbábue, na África, compareceram a um tribunal do país africano nesta semana, onde responderão por caça ilegal. O caçador profissional Theo Bronkhorst e o fazendeiro Honest Ndlovuum podem pegar até 15 anos de prisão caso sejam condenados.
O dentista americano, Walter Palmer, também acusado de estar envolvido na morte de Cecil, poderá responder pelo mesmo crime. Apesar de declarar “desconhecimento” sobre a área de caça ilegal, o dentista já respondeu por crimes similares nos Estados Unidos. Em 2006, ele foi condenado a pagar uma multa de 3 mil dólares após ter matado um urso-negro no Estado de Wisconsin. Palmer havia caçado o animal fora de uma região autorizada e chegou a alegar que tinha matado o urso em outra área.
Caçada ilegal.
Palmer tem histórico de caça a grandes animais e costuma publicar fotos deles mortos no Facebook, exibindo-os como troféus. Segundo ambientalistas do Zimbábue, o dentista pagou 50 mil dólares (cerca de 170 mil reais) para matar o leão mais famoso do país. De acordo com a ZCTF (Força de Preservação do Zimbábue, na sigla em inglês), o dentista alvejou o animal com flechas lançadas por uma besta e um rifle. Em uma declaração divulgada à imprensa, Palmer admitiu participação na caçada, mas disse que pensava que tudo estava legalizado. O leão Cecil, foi depois degolado e teve a pele arrancada, segundo a ZCTF.
O Zimbábue, como muitos países africanos, luta para coibir a caça ilegal que ameaça a vida selvagem da região. Cecil, que tinha 13 anos, era uma grande atração turística do parque nacional Hwange, o principal do país.
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