Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), denunciado na quinta-feira (20) pelo MPF (Ministério Público Federal) ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, disse nessa sexta-feira (21), em São Paulo, que não vai renunciar ao comando da Casa.
Durante evento promovido pela Força Sindical, o congressista afirmou que a renúncia não faz parte do vocabulário dele “e não fará”. “Ninguém pode ser previamente condenado. Estou absolutamente sereno. Nada alterará o meu comportamento. Não adianta nenhuma especulação sobre o que vou fazer ou deixar de fazer. Não vou abrir mão de nenhum direito. Não há a menor possibilidade de eu não continuar no comando da Câmara”, disse o peemedebista.
Na denúncia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também pede que o presidente da Casa pague 80 milhões de dólares pelos danos causados à Petrobras. Foi a primeira acusação contra um parlamentar investigado no âmbito da Operação Lava-Jato.
Cunha, por sua vez, contestou a denúncia “com veemência” e chamou de “ilações” os argumentos apresentados por Janot. Em nota divulgada após a denúncia, o deputado se diz inocente e aliviado. “Fui escolhido para ser investigado e, agora, ao que parece, estou também sendo escolhido para ser denunciado.” O peemedebista criticou o PT e o governo, a quem atribui o fato de ser alvo da imputação. (Abr)
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