Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2026
Em cela especial de 9 metros quadrados, Deolane Bezerra dividirá espaço com outra advogada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP). A influenciadora foi transferida para a unidade nessa sexta-feira (22), após ter sido presa em Barueri (SP), durante a Operação Vérnix.
Por ser advogada, Deolane Bezerra deverá ficar em cela especial, o que dispensa o cumprimento do chamado período de inclusão (isolamento inicial de praxe para novas detentas).
Deolane terá acesso à alimentação igual à das demais presas e à estrutura básica da unidade, que conta com atendimento médico, ginecológico e odontológico. Cada cela possui ventilador e chuveiro, e as detentas recebem dois colchões. No caso das advogadas, as visitas ocorrem aos sábados, enquanto para a população prisional geral as visitas são realizadas aos domingos.
A rotina das detentas começa às 7h com o café da manhã. Às 8h, é liberado o primeiro banho de sol. Depois, elas retornam às celas para o almoço, servido às 11h.
No período da tarde, um novo banho de sol ocorre a partir das 13h. Cerca de três horas depois, é servido o jantar e as detentas retornam aos pavilhões, permanecendo fora apenas as responsáveis pela limpeza da unidade.
Lavagem de dinheiro
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Deolane Bezerra dos Santos é hoje uma das mais importantes pessoas integrantes do vasto e diferenciado esquema de lavagem e capitais gerido pela organização criminosa”, afirma o inquérito policial, obtido pela TV Globo.
Segundo investigações do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, Deolane atuava como “caixa do crime organizado” na estrutura da facção. Após a prisão, ela foi levada à Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital, de onde saiu rumo ao interior paulista por volta das 5h.
A Polícia Civil explicou que Deolane foi trazida para o interior porque o processo tem base em Presidente Venceslau, cidade de onde partiu o mandado de prisão preventiva.
De acordo com a investigação, valores do grupo criminoso eram depositados em contas ligadas à influenciadora e misturados a recursos de outras atividades antes de retornarem à organização, dificultando o rastreamento financeiro.
Uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), no interior, era usada para movimentar os recursos ilícitos pelo PCC, próximos a um complexo penitenciário, e movimentou R$ 20 milhões.
A polícia identificou diversas transferências e depósitos bancários, mas ainda não descobriu o montante exato que saiu dessa empresa para as contas da advogada. A influenciadora teve R$ 27 milhões bloqueados por determinação da Justiça.
“Entendemos ao longo da investigação que a Deolane, até pelo poder econômico que ela adquiriu ao longo do tempo e pela influência, funcione como uma espécie de caixa do crime organizado”, afirmou o delegado Edmar Caparroz, do 2º Distrito Policial de Presidente Venceslau.
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