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Notícias Depoimento de Lula sobre “venda” de medidas provisórias é adiado

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O Instituto Lula diz que o ex-presidente frequenta o local, de propriedade de amigos da família, em dias de descanso (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Foi adiado o depoimento que seria prestado à PF (Polícia Federal) pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa quinta-feira sobre suposto esquema de “venda” de MPs (medidas provisórias) em seu governo. O pedido foi feito pela defesa dele e aceito por investigadores da Operação Zelotes.

Mandado de intimação expedido no dia 3 deste mês definiu que Lula teria de comparecer nessa quinta-feira, na sede da PF em Brasília, para dar explicações sobre “fatos relacionados ao lobby realizado para a obtenção de benefícios fiscais”, por meio das MPs, que favoreceram montadoras de veículos. Não há data marcada para que a oitiva ocorra.

Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, é investigado na Zelotes por ter recebido 2,5 milhões de reais de um dos lobistas investigados pela “compra” das MPs. O ex-ministro Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula, também é alvo da operação por suspeita de atuar em “conluio” com os investigados para, supostamente, atender a interesses das empresas do setor automotivo no Palácio do Planalto. Ambos negam veementemente ter participado de irregularidades. Luís Cláudio disse que recebeu por serviços de consultoria prestados por uma de suas empresas, a LFT Marketing Esportivo.

Em nota, Lula disse que não tem relação com os fatos investigados, mas que está à disposição das autoridades para contribuir com o “esclarecimento da verdade”. (AE)

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