Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2026
Com a derrota na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não terá um cargo público pela primeira vez desde 2003. Atualmente senador, ele passou mais da metade de sua vida em posições parlamentares, mas seu mandato termina no final deste ano.
Com a trajetória política profundamente ligada à do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio começou a carreira pública como o deputado estadual mais jovem do Rio de Janeiro, aos 21 anos. À época, Jair ocupava uma cadeira no Congresso Nacional. Ficou na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) por quatro mandatos, até ser eleito para o Senado em 2018, quando seu pai foi alçado ao Palácio do Planalto.
No meio do caminho, em 2016, disputou a Prefeitura do Rio pelo PSC. Ficou em quarto lugar no primeiro turno, com 14% dos votos válidos, na eleição vencida por Marcelo Crivella, então no PRB. Até este ano, foi a única derrota eleitoral de sua carreira.
Em sua carreira política, foi investigado por suspeita de “rachadinha” na Alerj, caso que teve provas anuladas pela Justiça, Em 2026, passou a ser investigado em inquérito sobre repasses de dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para financiar “Dark Horse”, filme sobre seu pai.
Nesse domingo, em seu discurso após a apuração, Flávio afirmou que não reconhece a derrota. Ele credita isso à prorrogação do horário de votação para 19h, fruto de liminar do ministro Cristiano Zanin. “É impossível reconhecer o resultado das eleições”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Tanto a campanha petista quanto a de Flávio entraram com pedidos para estender o tempo de votação.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou após a confirmação da vitória do presidente Lula (PT) que a prorrogação do prazo de fechamento das urnas não causou problemas na totalização dos votos.
Negação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições desse domingo, disse que “é impossível aceitar o resultado dessas eleições”, afirmou que pedirá a anulação do resultado e tratou como “sacanagem” a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que prorrogou em duas horas o horário da votação.
Flávio deu as declarações em Brasília, em um discurso de dois minutos, em uma casa preparada para sua festa da vitória, no Lago Sul, que pertence ao empresário Vicente Santini, um dos coordenadores de sua campanha.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto”, disse Flávio.
“O ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros e diversas cidades de diferentes estados”, completou, ao comentar decisão do ministro do STF Cristiano Zanin.
Flávio seguiu seu discurso: “Nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí, que a própria imprensa publicou as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento”, disse ele, sem especificar a quem se referia. (Com informações do jornal A Folha de S. Paulo)
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