Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de setembro de 2018
Um cárcere privado de cinco anos teve fim, na terça-feira (11), depois que a vítima conseguiu escapar da residência onde era mantida presa, em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O companheiro da vítima, um homem de 28 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil. Além de cárcere privado, ele vai responder por lesão corporal e ameaça.
Segundo relatos da vítima, a fuga aconteceu no momento em que ela levava os filhos do casal para se vacinarem no posto de saúde. Ao perceber que a mulher havia fugido, o homem passou a ameaçá-la de morte em frente ao posto. Nesse momento, ele foi preso pelos policiais civis.
A mulher vivia sob constantes ameaças. O indivíduo possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, roubo, embriaguez ao volante, entre outros crimes.
Agressões domésticas
O Brasil é o quinto País no mundo onde as mulheres mais sofrem agressões domésticas. De janeiro a julho de 2018, foram quase 80 mil denúncias de agressão a mulheres no Brasil.
Quando uma mulher sofre violência entre quatro paredes, a solidão dela diante do agressor pode ser fatal. Por isso, segundo especialistas, é importantíssimo que ela conte com a solidariedade de quem perceber a agressão e denuncie às autoridades. Pode ser um vizinho, um funcionário de um condomínio ou mesmo quem esteja passando na rua em um momento desses.
Em muitos casos, logo o casamento vira agressão. As mudanças começam aos poucos: uma reclamação da roupa, depois a implicância com os amigos, com o trabalho. “Eu estava presa dentro de um círculo. Eu não conseguia sair dessa violência. São marcas que vão ficar para o resto da minha vida”, contou uma mulher.
A vítima que tem uma relação violenta dentro de casa muitas vezes não consegue pedir ajuda. Medo, vergonha, culpa e achar que o companheiro vai mudar e que as agressões vão diminuir são alguns dos motivos para o silêncio.
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