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Mundo Depois de falar com Trump, Lula conversa com Macron sobre conselho de Paz e Venezuela

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Presidentes voltaram a defender fortalecimento da ONU frente a iniciativa controversa de Trump. (Foto: Fabio Charles Pozzebom/Agência Brasil)

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron, da França, conversaram por telefone nessa terça-feira (27) sobre o Conselho da Paz, criado por Donald Trump para governar a Faixa de Gaza após a guerra Israel-Hamas. O novo contato ocorre um dia após o líder brasileiro ter tratado do tema diretamente com o norte-americano.

Por cerca de uma hora, de acordo com a nota divulgada pelo Planalto, os líderes defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e concordaram que iniciativas relativas à paz e à segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU.

O Brasil e a França fazem parte dos cerca de 60 países convidados a participar do Conselho da Paz idealizado Trump e oficializado durante a última edição do Fórum Econômico de Davos, na última semana. Inicialmente, 35 nações responderam favoravelmente à proposta dos Estados Unidos, mas apenas 23 oficializaram a entrada no grupo, cujo ingresso permanente custará US$ 1 bilhão.

Em 19 de janeiro, Paris recusou o convite dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores da França justificou que a proposta do presidente americano “levanta questões maiores” sobre a legitimidade do Conselho da Paz e seu papel no sistema internacional.

Embora não tenha se manifestado publicamente sobre a proposta, Lula conversou com Trump na segunda-feira (26)  a quem pediu que a iniciativa inclua a Palestina e se concentre exclusivamente na guerra na Faixa de Gaza. No final da semana passada, o presidente brasileiro chegou a afirmar que Trump queria “ser dono” de uma “nova ONU”.

Contato com lideranças

Na sexta-feira (23), o presidente chinês, Xi Jinping, também conversou por telefone sobre o assunto com Lula, e ambos concordaram em defender “o papel central” das Nações Unidas. Segundo o canal estatal CCTV, o líder chinês teria pedido que Pequim e Brasília se posicionassem “firmes do lado correto da história”.

Logo depois, o presidente brasileiro afirmou que estava entrando em contato “com todos os países do mundo” para “encontrar uma forma de se reunir” e defender o sistema multilateral. Entre os líderes com quem disse ter conversado estão o presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

Outros assuntos

No telefonema dessa terça-feira, Lula e Macron também discutiram a situação na Venezuela, após a incursão militar dos Estados Unidos que depôs o presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro. “Ao condenar o uso da força em violação ao direito internacional”, ambos os líderes “concordaram a respeito da importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo”, detalhou o comunicado da presidência brasileira.

Os dois presidentes também trataram do acordo Mercosul-União Europeia, pauta de interesse do Brasil e alvo de divergências com a França. Lula afirmou que o pacto é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio.

A nota ainda destaca que os dois presidentes falaram sobre a cooperação bilateral entre o Brasil e a França, especialmente nos setores de defesa, ciência e tecnologia e energia. “A esse respeito, comprometeram-se a instruir suas equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista a conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”, conclui o Palácio do Planalto. (As informações são do portal Terra e Folha de S. Paulo)

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