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Brasil Depois de participar do velório do seu neto em São Paulo, Lula já está de volta à carceragem da Polícia Federal em Curitiba

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Ex-presidente permaneceu na cerimônia das 11h às 13h. (Foto: EBC)

No início da tarde desse sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou à carceragem da Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR) depois de participar, em São Bernardo do Campo (SP), do velório e cerimônia de cremação do neto Arthur, 7 anos, vítima de meningite.

O avião com o líder petista pousou por volta das 15h30min no Aeroporto do Bacacheri, na capital paranaense. De lá, ele seguiu de helicóptero para PF, onde chegou às 15h45min. Lula havia deixado a capital paranaense no início da manhã, seguindo para São Paulo de avião. No Cemitério Jardim da Colina, permaneceu entre 11h e 13h.

Ao deixar o local, Lula acenou para simpatizantes. Depois, entrou em uma viatura do comboio policial e foi levado até um heliponto da Volkswagen, de onde seguiu de helicóptero até o aeroporto de Congonhas. O avião com o ex-presidente decolou às 14h14min, com destino a Curitiba. Ao todo, 275 policiais militares participaram da operação de escolta.

O ex-presidente está preso desde abril de 2018, em cumprimento de uma sentença de 12 anos um mês em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, no âmbito da Operação Lava-Jato. Na noite de sexta-feira, ele recebeu autorização da Justiça Federal para participar da despedida do neto. A íntegra da decisão não foi divulgada.

Movimentação

Por volta de 9h desse sábado, o movimento já havia se intensificado na sala do velório. Por orientação da PF, apenas familiares puderam permanecer no local reservado à cerimônia. O policiamento era grande do lado de fora. Com comboio da Polícia Federal, Lula chegou ao cemitério por volta das 11h.  Ele foi recebido com aplausos por pessoas que aguardavam do lado de fora.

Abatido, ele deixou o carro, acenou para os militantes e entrou na sala. Do lado de fora, as pessoas rezaram um “Pai Nosso” e gritaram “Lula livre”. Amigos da família que participaram da cerimônia disseram que, assim que o caixão desceu na cerimônia de cremação, agentes da Polícia Federal já estavam ao lado do ex-presidente para retirá-lo da sala.

Familiares e políticos que participaram da cerimônia destacaram a proximidade de Lula com o neto: “Era um garotinho que estava sempre com ele, sempre no colo, acompanhando o Lula em tudo que era atividade, enfim, é um momento difícil”, disse Rafael Marques, ex-presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC.

Presenças

O ato fúnebre de Arthur reuniu petistas e correligionários de Lula, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) e o ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL), bem como os ex-ministros Benedita da Silva, Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha.

Ao deixar a cerimônia, Haddad afirmou que Lula está “sentindo como avô e como pai do pai (de Arthur)”. Questionado sobre a situação de saúde do ex-presidente, Haddad afirmou que será preciso acompanhar mais atentamente a saúde do ex-presidente após a perda do neto. “Não podemos subestimar diante de uma dor tão tremenda”, afirmou.

João Pedro Stédile, um dos fundadores do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), contou que o ex-presidente fez uma declaração durante a cerimônia: “Ele disse que Arthur vinha sofrendo bullying na escola, que os colegas dele ficavam dizendo que o avô dele era ladrão e que por isso estava preso.”

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