Sábado, 31 de janeiro de 2026
Por Bruno Laux | 30 de janeiro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A deputada Laura Sito (PT) enviou ofício ao Tribunal de Justiça do RS cobrando respostas urgentes diante da escalada da violência de gênero no Estado, que já registra pelo menos 11 feminicídios em 2026. A parlamentar alerta para a falha sistêmica em medidas protetivas que, muitas vezes, não são deferidas ou perdem a eficácia mesmo sob risco comunicado, o que aprofunda a vulnerabilidade das vítimas. Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, Laura também reforçou o pedido ao Executivo para que reconheça estado de calamidade pública por feminicídio. A medida excepcional visa garantir ações emergenciais, como plantões em delegacias especializadas durante o Carnaval e maior aporte de recursos para a rede de proteção, tratando as mortes não como episódios isolados, mas como fruto de violência estrutural que exige articulação imediata entre os Poderes.
Pronta resposta
Por meio do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil, o governo gaúcho instituirá a partir de segunda‑feira (2) a Equipe de Pronta Resposta, dedicada ao atendimento rápido e qualificado em locais de crime envolvendo grupos vulneráveis. Organizada em regime de força-tarefa ininterrupta, a unidade terá como missão a preservação de vestígios e a coleta ágil de informações para acelerar investigações de violência contra a mulher, crianças, idosos e vítimas de intolerância. Segundo o diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira, a iniciativa amplia a capacidade operacional da instituição e reduz o tempo de apuração dos fatos. O trabalho começa por Porto Alegre, com previsão de expansão gradual para as delegacias especializadas do interior, reforçando a rede de proteção em ocorrências que exigem resposta policial urgente.
Atenção aos motoboys
Está em tramitação na Assembleia Legislativa o projeto do deputado estadual Kaká D’Ávila (PSDB) que propõe medidas de proteção, apoio estrutural e segurança voltadas aos profissionais motoboys e motofretistas do RS. A matéria obriga plataformas digitais e empresas contratantes a fornecer kits de segurança, treinamentos de direção defensiva e canais de atendimento 24 horas para emergências. Kaká também sugere a criação de sistemas de monitoramento embarcado nos veículos, visando registrar ocorrências e inibir furtos ou violência durante as entregas. O texto permite ainda que o Executivo crie “pontos seguros de entrega”, locais cadastrados e sinalizados para a retirada de mercadorias. Segundo o deputado, a regulamentação deve transferir parte da responsabilidade sobre a integridade física do trabalhador para as empresas, aliviando os custos e os riscos enfrentados pela categoria.
Reconstrução transformadora
O projeto executivo e o orçamento do Parque Ecológico Memorial Passo de Estrela foram apresentados nesta semana ao governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, marcando a conclusão da fase de projetos para a área devastada em Cruzeiro do Sul. Desenvolvido pela empresa Embyá Paisagismo, Urbanismo e Arquitetura Ltda., sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), o plano usa Soluções Baseadas na Natureza para transformar áreas de arraste — onde não será mais permitida a habitação — em espaços de lazer, preservação ambiental e memória coletiva. Com a etapa executiva concluída, o próximo passo é a abertura do processo licitatório para a execução das obras no município. Segundo o governo gaúcho, a proposta foi consolidada após oficinas de escuta ativa com moradores, garantindo que o novo espaço preserve memórias locais e promova resiliência ambiental.
Blindagem ambiental
O deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) apresentou um projeto de lei que institui a Política de Qualificação das Unidades de Conservação Estaduais, visando consolidar essas áreas como patrimônio natural e estratégico do Rio Grande do Sul. A proposta prevê integrar as reservas à estratégia de desenvolvimento sustentável, garantindo dotação orçamentária contínua para infraestrutura, pesquisa científica e fiscalização. Entre as diretrizes, destacam-se o fomento ao ecoturismo, a criação de corredores ecológicos e a autorização para pagamentos por serviços ambientais a Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). O texto autoriza ainda convênios com universidades e utiliza instrumentos como o Funrigs e o Fundo de Mudanças Climáticas para fortalecer a resiliência das comunidades. Jefferson argumenta que a preservação dessas áreas é fundamental para a regulação hídrica e a adaptação do território gaúcho aos eventos climáticos extremos. (Por Bruno Laux)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.