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Eleições 2026 Deputadas são minoria nas Assembleias pelo País

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Na Assembleia Legislativa gaúcha, das 55 cadeiras, apenas 16 serão ocupadas por mulheres. (Foto: Fernando Gomes/AL-RS)

As mulheres representam 52,8% do eleitores no país, mas as deputadas estaduais eleitas não chegam a 20% das cadeiras da maioria das Assembleias Legislativas dos Estados. Entre as mais votadas, destacam-se as parlamentares conservadoras, com discursos antifeministas, anti-PT, em defesa da família e de valores cristãos.

Das 1.059 vagas disputadas nas Assembleias dos 26 Estados e do Distrito Federal, 218 serão ocupadas por mulheres, ou um quinto do total (20,58%), segundo levantamento do Valor.

No Acre, todas as 24 vagas serão ocupadas por homens. A maior representação será no Ceará, em que 30,4% das cadeiras ficarão com mulheres.

No Rio Grande do Sul, das 55 cadeiras da Assembleia Legislativa, apenas 16 serão ocupadas por mulheres, índice de 29,1% do total. A deputada estadual Adri Cherini (PL) foi a mulher mais votada nas eleições de 2026 no RS, com 129.492 votos. Em Santa Catarina, foram eleitas 5 deputadas para as 40 vagas – apenas 12,5%.

Ao mesmo tempo em que o Estado tem baixa representação feminina no Legislativo e a mais bem votada é contra a luta pelos direitos das mulheres, Santa Catarina tem uma das dez maiores taxas de violência doméstica no país, segundo a edição 2026 do anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A exemplo de Santa Catarina, Estados que lideram os casos de violência contra a mulher também registraram as maiores votações nas Assembleias Legislativas de candidatas conservadoras, com bandeiras como a defesa da família, além do anti-PT e antifeminismo. E, assim como acontece em todo o país, têm baixa representação de mulheres no Legislativo.

Em São Paulo, a vereadora e influenciadora digital Eduarda Campopiano (PL) recebeu a maior votação para a Assembleia Legislativa paulista com 1,96 milhão de votos, ao apresentar-se como a “maior inimiga das feministas”, criticar as cotas raciais e a identidade de gênero, além de atacar a esquerda. Em entrevistas, Campopiano disse que não existe o crime de feminicidio.
No Estado, 30% dos eleitos são mulheres – 28 deputadas dos 94 parlamentares. O Psol foi o partido que mais elegeu mulheres para a Assembleia paulista (8), seguido pelo PL (5) e PT (4).

O cálculo médio do que se vê nos Estados não difere muito do Legislativo federal. O número de mulheres eleitas para Câmara dos Deputados aumentou de 90 (em 2022) para 109 nessas eleições, mas elas representarão apenas 21,2% entre as 513 cadeiras. Para o Senado, 12 foram eleitas e em 2027 a bancada feminina passará de 15 para 18 (22,2% das 81 vagas).

Entre as deputadas mais votadas nos Estados, para as Assembleias Legislativas, a maioria é filiada a legendas identificadas à direita (PL e Republicanos). Em comum, muitas delas têm a defesa de valores conservadores, a oposição ao PT e, com nuances diferentes, levantam a bandeira da proteção das mulheres. (Com informações do Valor Econômico)

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